Os preços do milho seguem relativamente estáveis neste mês, girando em torno de R$ 69,00 por saca de 60 quilos, mesmo diante de pequenas quedas registradas nos últimos dias. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o movimento de recuo está diretamente ligado ao comportamento mais cauteloso dos compradores.
De acordo com pesquisadores do Cepea, muitos agentes têm se mantido afastados das negociações, apoiados em estoques já formados e na expectativa de quedas mais expressivas nos preços no curto prazo. Esse posicionamento reduz a liquidez do mercado e pressiona as cotações, ainda que de forma moderada.
Do lado da oferta, vendedores demonstraram maior interesse em fechar negócios, especialmente diante da demanda enfraquecida. Em alguns momentos, houve redução nos valores pedidos como estratégia para estimular as negociações, evidenciando um mercado mais flexível e sensível às condições conjunturais.
O Cepea destaca que esse cenário é influenciado por fatores importantes, como a desvalorização do dólar frente ao real, que diminui a paridade de exportação e reduz a atratividade do milho brasileiro no mercado externo. Além disso, o avanço da colheita da safra de verão amplia a disponibilidade interna do grão.
Outro elemento relevante é o retorno das chuvas em regiões produtoras da segunda safra, condição que tende a favorecer o desenvolvimento das lavouras e reforçar as expectativas de boa produção. Esse conjunto de fatores contribui para um ambiente de pressão sobre os preços, ainda que sem quedas acentuadas até o momento.
O mercado segue, portanto, em compasso de espera, com compradores cautelosos e vendedores mais ativos, enquanto fatores como clima, câmbio e andamento da colheita continuam sendo determinantes para a direção das cotações nas próximas semanas.
Fonte: cenariomt





