Cenário Agro

Mato Grosso acelera colheita: safrinha de milho atinge 4,4% da área no Centro-Sul, com previsão de produção brasileira acima de 139 milhões de toneladas

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2026

A colheita da segunda safra de milho começou a ganhar ritmo no Brasil e já alcançou 4,4% da área cultivada no Centro-Sul, segundo levantamento divulgado pela AgRural. O avanço representa uma aceleração significativa em relação à semana anterior, quando os trabalhos atingiam apenas 2,4%.

O principal motor desse crescimento continua sendo Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional e vem apresentando desempenho acima da média. Enquanto isso, outras regiões ainda enfrentam desafios relacionados à umidade e às condições climáticas.

Mato Grosso segue puxando a colheita nacional

Os trabalhos de campo avançam rapidamente em Mato Grosso, que mais uma vez se destaca como referência na produção de milho do país.

O estado apresenta condições favoráveis para a retirada dos grãos e segue muito à frente de outras regiões produtoras.

Enquanto isso, o Paraná, segundo maior produtor da safrinha, ainda enfrenta dificuldades para acelerar os trabalhos devido à elevada umidade nas lavouras.

Mato Grosso continua sendo o principal responsável pelo avanço da colheita brasileira.

O desempenho do estado reforça sua importância estratégica para o abastecimento interno e para as exportações do cereal.

Mato Grosso do Sul também entra no mapa da colheita

Outra novidade observada nesta semana foi o início da colheita em áreas isoladas de Mato Grosso do Sul.

Embora ainda em ritmo inicial, o avanço demonstra que a safra começa a ganhar força em diferentes regiões produtoras do país.

A expectativa do mercado é que os trabalhos acelerem nas próximas semanas, principalmente se as condições climáticas permanecerem favoráveis.

A colheita começa a se expandir para novos estados produtores.

Isso contribui para aumentar a oferta de milho disponível ao mercado ao longo do segundo semestre.

Produção passa por ajustes, mas segue robusta

A AgRural concluiu uma nova revisão de suas projeções para a safra 2025/26 no final de maio.

Alguns estados registraram redução nas estimativas de produtividade devido à falta de chuvas, especialmente em Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

A estiagem afetou parte das lavouras e obrigou os analistas a revisarem os números para baixo.

A seca reduziu o potencial produtivo em importantes regiões agrícolas.

Mesmo assim, o cenário nacional continua bastante positivo.

Mato Grosso compensa perdas em outros estados

O excelente desempenho das lavouras mato-grossenses ajudou a equilibrar parte das perdas registradas em outras regiões.

As produtividades esperadas no estado permanecem elevadas, sustentando a confiança do mercado em uma grande safra nacional.

Graças a esse resultado, a redução na projeção brasileira foi relativamente pequena.

A estimativa da safrinha passou de um número ligeiramente superior para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas.

O bom desempenho de Mato Grosso evitou uma queda maior na produção nacional.

Esse fator demonstra o peso que o estado possui dentro do agronegócio brasileiro.

Produção total pode bater novo recorde

Quando somadas a primeira, a segunda e a terceira safras, a expectativa é de uma produção total de 139,9 milhões de toneladas de milho no ciclo 2025/26.

O volume representa crescimento em relação à estimativa anterior de 138,9 milhões de toneladas.

O avanço se torna ainda mais expressivo quando comparado à temporada 2024/25, que registrou produção de 113,2 milhões de toneladas.

O Brasil pode colher quase 140 milhões de toneladas de milho nesta temporada.

Caso o número seja confirmado, o país reforçará sua posição entre os maiores produtores globais do cereal.

O que explica o avanço da safrinha?

Especialistas apontam que o crescimento da produção brasileira está ligado a uma combinação de fatores.

Entre eles estão:

  • Uso de sementes mais produtivas;
  • Evolução da tecnologia agrícola;
  • Expansão das áreas cultivadas;
  • Melhor manejo das lavouras;
  • Investimentos em agricultura de precisão.

Esses fatores ajudam a elevar a produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

A tecnologia continua sendo uma das principais aliadas do produtor rural brasileiro.

O resultado aparece diretamente no aumento da produção nacional.

Mercado acompanha evolução da colheita

Com a chegada da colheita, o mercado passa a monitorar o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos produzidos.

Além disso, o comportamento dos preços dependerá da oferta disponível, da demanda interna e do desempenho das exportações brasileiras ao longo dos próximos meses.

O milho segue sendo uma das culturas mais estratégicas para o agronegócio nacional.

A evolução da colheita pode influenciar diretamente os preços do cereal nos próximos meses.

Produtores e compradores permanecem atentos aos próximos relatórios do setor.

Para Mato Grosso, o avanço da safrinha reforça o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro. Além de gerar renda no campo, uma grande produção movimenta transportadoras, armazenagem, cooperativas, indústrias e o comércio regional. O desempenho da safra também impacta diretamente o mercado de proteínas animais, já que o milho é um dos principais componentes da alimentação de aves e suínos.

Quer acompanhar mais notícias sobre milho e agronegócio?

Continue acompanhando o CenárioMT para conferir mais notícias sobre milho, safrinha, agronegócio, exportações, mercado agrícola e as principais tendências que movimentam o campo brasileiro.

DISPONÍVEL
Alta Floresta
37,55
-0,13
Alto Araguaia
44,40
-0,22
Alto Garças
44,30
-0,23
Campo Novo do Parecis
43,05
-0,23
Campo Verde
44,45
-0,45
Campos de Júlio
43,15
-0,35
Canarana
42,50
-0,23
Diamantino
43,75
0,34
Ipiranga do Norte
39,25
-0,38
Lucas do Rio Verde
39,90
-2,68
Mato Grosso
41,76
-0,24
Matupá
37,95
-0,13
Nova Mutum
39,85
-0,13
Nova Ubiratã
39,45
-0,13
Porto dos Gaúchos
38,60
0,39
Primavera do Leste
44,95
-0,11
Querência
41,85
-0,24
Rondonópolis
46,00
-0,33
Sapezal
43,30
-0,12
Sinop
41,35
-0,24
Sorriso
42,10
-0,24
Tangará da Serra
43,95
0,34
Vila Rica
40,95
-0,12
EXPORTAÇÃO JUL/2026
Alta Floresta
23,03
-0,11
Alto Araguaia
39,28
-0,06
Campo Novo do Parecis
30,35
-0,08
Campo Verde
33,99
-0,08
Campos de Júlio
27,98
-0,11
Canarana
31,05
-0,08
Diamantino
30,03
-0,10
Ipiranga do Norte
27,74
-0,09
Lucas do Rio Verde
29,84
-0,09
Mato Grosso
30,37
-0,09
Nova Mutum
29,12
-0,09
Nova Ubiratã
27,99
-0,11
Porto dos Gaúchos
40,89
-0,08
Primavera do Leste
34,00
-0,09
Querência
29,30
-0,09
Rondonópolis
35,77
-0,09
Sapezal
28,81
-0,09
Sinop
27,66
-0,12
Sorriso
28,91
-0,09
Tangará da Serra
29,41
-0,10
Vila Rica
36,92
-0,08
FRETE GRÃOS
Campo Novo do Parecis – Paranaguá
474,18
-1,27
Campo Novo do Parecis – Porto Velho
285,42
-1,82
Campo Novo do Parecis – Rondonópolis
185,23
2,40
Campo Novo do Parecis – Santos
495,34
-1,08
Campo Verde – Alto Taquari
0,00
Campo Verde – Paranaguá
420,75
0,07
Campo Verde – Rio Verde
0,00
Campo Verde – Rondonópolis
91,04
0,05
Campo Verde – Santos
420,83
0,04
Canarana – Alto Araguaia
190,00
0,00
Canarana – Paranaguá
450,89
-1,83
Canarana – Santos
463,49
-2,13
Canarana – Uberlândia
296,67
-0,02
Diamantino – Alto Taquari
0,00
Diamantino – Paranaguá
439,07
-2,95
Diamantino – Rondonópolis
153,88
0,67
Diamantino – Santos
462,23
-3,23
Rondonópolis – Alto Taquari
0,00
Rondonópolis – Maringá
0,00
Rondonópolis – Paranaguá
395,22
1,26
Rondonópolis – Santos
408,13
0,77
Sapezal – Porto Velho
0,00
Sorriso – Alto Taquari
0,00
Sorriso – Cuiabá
136,14
1,79
Sorriso – Miritituba
318,27
2,15
Sorriso – Paranaguá
510,79
4,89
Sorriso – Rondonópolis
180,26
0,13
Sorriso – Santos
520,61
1,13
SEMEADURA 25/26
Centro-Sul
100,00
1,41
Mato Grosso
100,00
0,80
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
1,15
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,77
Sudeste
100,00
3,02
COLHEITA 24/25
Centro-Sul
100,00
0,04
Mato Grosso
100,00
0,29
Médio-Norte
100,00
0,00
Nordeste
100,00
0,00
Noroeste
100,00
0,00
Norte
100,00
0,00
Oeste
100,00
0,19
Sudeste
100,00
1,85
COMERCIALIZAÇÃO 24/25
Centro-Sul
99,51
1,19
Mato Grosso
99,88
0,89
Médio-Norte
100,00
0,72
Nordeste
99,45
1,45
Noroeste
100,00
0,99
Norte
100,00
0,18
Oeste
100,00
0,88
Sudeste
100,00
1,00
COMERCIALIZAÇÃO 25/26
Centro-Sul
47,92
10,06
Mato Grosso
47,30
7,26
Médio-Norte
48,66
7,23
Nordeste
48,39
9,17
Noroeste
48,91
7,99
Norte
46,63
3,08
Oeste
44,02
3,50
Sudeste
43,35
7,87
PREÇO MENSAL 24/25
Centro-Sul
42,64
-3,23
Mato Grosso
42,48
-6,12
Médio-Norte
41,87
-5,99
Nordeste
42,37
-2,57
Noroeste
43,63
-1,74
Norte
43,75
-0,67
Oeste
40,10
-3,12
Sudeste
43,27
-10,37
PREÇO MENSAL 25/26
Centro-Sul
43,43
-2,55
Mato Grosso
43,52
-2,53
Médio-Norte
42,97
-4,56
Nordeste
41,90
-1,02
Noroeste
42,62
-6,12
Norte
42,80
0,28
Oeste
43,33
-2,20
Sudeste
46,09
1,23
ÁREA 25/26
Centro-Sul
461.811,15
0,00
Mato Grosso
7.392.353,37
0,00
Médio-Norte
2.628.128,06
0,00
Nordeste
1.315.462,24
0,00
Noroeste
687.045,85
0,00
Norte
668.827,56
0,00
Oeste
518.752,80
0,00
Sudeste
1.112.325,71
0,00
PRODUTIVIDADE 25/26
Centro-Sul
119,74
2,53
Mato Grosso
120,28
1,32
Médio-Norte
125,61
2,72
Nordeste
114,83
0,00
Noroeste
121,10
0,65
Norte
117,33
0,69
Oeste
120,82
0,66
Sudeste
115,37
0,00
PRODUÇÃO 25/26
Centro-Sul
3.317.713,51
2,52
Mato Grosso
53.349.392,13
1,32
Médio-Norte
19.807.457,33
2,72
Nordeste
9.063.208,08
0,00
Noroeste
4.992.209,91
0,66
Norte
4.708.373,07
0,69
Oeste
3.760.569,39
0,66
Sudeste
7.699.860,85
0,00

Fonte: cenariomt

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