A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) viveu uma semana de intensa atividade, marcada por avanços em investigações técnicas e alertas sobre crises sociais iminentes. Um dos pontos centrais foi a definição do cronograma da CPI da Saúde, que investiga contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2023.
Sob a presidência do deputado Wilson Santos, a comissão definiu que as oitivas começarão em maio, priorizando o depoimento de auditores da Controladoria Geral do Estado (CGE) para analisar possíveis irregularidades em processos licitatórios realizados durante a pandemia.
Enquanto a CPI foca na transparência administrativa, a tribuna da ALMT também serviu de palco para uma grave denúncia social em Várzea Grande. O deputado Fabinho Tardin alertou para a situação de cerca de 700 famílias da comunidade “Princesa do Sol”, que enfrentam uma ordem judicial de desocupação com prazo de 60 dias.
O impasse jurídico, que envolve a arrematação da área em leilão e a negação de pedidos de usucapião, levanta a necessidade de uma mediação urgente do poder público para evitar o desabrigo em massa e garantir soluções habitacionais dignas para moradores que ocupam a região há mais de duas décadas.
No campo da segurança pública, o destaque foi a operação integrada entre o Batalhão de Rotam e o Ciopaer, que resultou na desarticulação de uma quadrilha especializada em furtos a usinas solares. O grupo, que atuava em Cuiabá, Sorriso e Nova Ubiratã, foi interceptado com grande quantidade de cobre e ferramentas de extração.
Paralelamente, no Legislativo, o deputado Professor Sivirino propôs o Projeto de Lei nº 500/2026, que institui a “compensação social preventiva”, sugerindo que a instalação de novas unidades prisionais seja obrigatoriamente acompanhada de investimentos em esporte e lazer para as comunidades locais, focando na prevenção da criminalidade juvenil.
Por fim, a educação e a cidadania ganharam espaço com iniciativas voltadas à inclusão. Em Cuiabá, a “Semana da Libras” promoveu o ensino da língua de sinais em escolas municipais para integrar alunos surdos e ouvintes, enquanto a Junta Militar realizou a dispensa de cerca de 80 jovens, reforçando a importância da regularização documental para o exercício da vida civil. Em Sorriso, o agronegócio e a educação se uniram no programa “Futuro em Campo”, que levou demonstrações de tecnologia agrícola e sustentabilidade para dentro das salas de aula, conectando os estudantes com a principal matriz econômica da região no Dia Mundial da Educação.
Fonte: cenariomt





