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Jornada na ALMT aborda desafios no SUS e propõe rede integrada para saúde feminina

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2026

A descentralização do acesso a exames preventivos e o combate às longas filas de espera na rede pública de saúde pautaram discussões profundas no Parlamento Estadual. Como garantir um atendimento mais eficiente e humano para a saúde feminina na rede pública? Essa foi a principal reflexão que guiou as palestras e painéis da 1ª Jornada Mato-Grossense de Saúde da Mulher, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O encontro foi idealizado para traçar um diagnóstico real das dificuldades enfrentadas pelas pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.

Demora em exames ginecológicos e diagnósticos tardios são principais entraves no SUS

Promovido por iniciativa direta do deputado estadual Paulo Araújo (Republicanos), o evento técnico ocorreu nesta terça-feira (9), ocupando as dependências do Auditório Milton Figueiredo. Conduzida sob o tema central “Cuidar de Si é o primeiro passo para uma vida plena”, a jornada reuniu médicos, psicólogos, gestores públicos e dezenas de lideranças comunitárias com o firme propósito de fortalecer as campanhas de prevenção primária, estimular o autocuidado e ampliar o acesso a informações qualificadas sobre a saúde feminina.

Durante o ciclo de palestras, a médica ginecologista Vânia Viana subiu à tribuna para destacar os severos entraves estruturais que ainda comprometem o fluxo de atendimento ginecológico no SUS. Segundo a especialista, a lentidão crônica para a liberação de exames básicos — como o preventivo do colo do útero e a mamografia —, além da demora para a marcação de consultas com especialistas e cirurgias eletivas, continua sendo o maior obstáculo no estado. Ela alertou que o gargalo faz com que muitas mulheres cheguem aos hospitais com patologias em estágios severamente avançados.

Os principais pontos críticos discutidos na Jornada da Mulher reúnem:

  • Gargalo de Exames: Demora crônica no agendamento de biópsias, ultrassonografias e preventivos no SUS;
  • Visão Integral: Necessidade de o estado estruturar linhas de cuidado para a endometriose e o climatério;
  • Interiorização da Rede: Proposta de criação de novos hospitais regionais de referência ginecológica;
  • Fator Psicológico: Alerta para os altos índices de ansiedade e depressão motivados pela dupla jornada;
  • Expansão de Equipes: Planejamento para implantar comitês multidisciplinares em Cuiabá e Várzea Grande.

Jornada propõe equipes multidisciplinares e atenção à endometriose e à menopausa

A ginecologista Vânia Viana ressaltou ainda que as políticas públicas voltadas à saúde feminina precisam quebrar o paradigma de focar estritamente na prevenção do câncer de mama e de colo uterino. Para a médica, a rede pública deve oferecer suporte terapêutico contínuo para condições debilitantes como a endometriose profunda e disponibilizar acompanhamento clínico humanizado durante a menopausa. A ampliação de hospitais descentralizados de referência foi apontada como medida urgente para desafogar os hospitais de Cuiabá.

A dimensão psíquica também ganhou destaque com a participação da psicóloga Adriana Kliemaschewsk, que abordou o impacto direto da sobrecarga emocional na saúde física das mulheres. A especialista apontou que o acúmulo de responsabilidades profissionais e domésticas tem desencadeado índices alarmantes de ansiedade e depressão crônica. Como encaminhamento prático da 1ª Jornada, os parlamentares e técnicos propuseram expandir mutirões e estruturar equipes multidisciplinares integradas em municípios polo, incluindo Cuiabá e Várzea Grande, ao longo deste ano de 2026.

Painel de Diretrizes da Saúde Feminina Propostas e Dados Consolidados (2026)
Nome e Foco do Evento 1ª Jornada Mato-Grossense de Saúde da Mulher
Parlamentar Proponente Deputado Estadual Paulo Araújo (Republicanos)
Local e Data de Realização Auditório Milton Figueiredo (ALMT) — 9 de junho de 2026
Patologias em Alerta de Cobertura Câncer ginecológico, endometriose e distúrbios de menopausa
Estratégia de Expansão Viável Equipes multidisciplinares e polos descentralizados no interior

O debate provocado no Parlamento Estadual joga luz sobre as falhas históricas de triagem e a falta de capilaridade dos exames de alta complexidade no interior de Mato Grosso, evidenciando que discursos de conscientização não bastam se a moradora de um município distante tiver que esperar meses para conseguir uma simples ultrassonografia transvaginal ou uma consulta especializada, embora a iniciativa de propor equipes multidisciplinares com psicólogos e ginecologistas ataque diretamente a necessidade de um acolhimento integral, demonstrando com total nitidez que investir em diagnóstico precoce na atenção primária reduz os custos com UTIs e preserva a vida de milhares de mães e trabalhadoras ao longo deste ano de 2026. Você considera que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) deveria fixar por lei um prazo máximo de 30 dias para que o SUS realize qualquer exame preventivo ginecológico sob pena de punição financeira aos gestores, ou acredita que a solução definitiva passa pela construção emergencial de carretas móveis da saúde da mulher para percorrer os bairros da periferia e assentamentos rurais de forma contínua? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

Fonte: cenariomt

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