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Max Russi afirma: Operação contra Elizeu não afeta imagem da Assembleia Legislativa e nega interferência nas investigações

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2026
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), afirmou nesta quarta-feira (6) que a operação que atinge o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) não compromete a imagem da Casa e que o Legislativo não irá interferir nas investigações conduzidas pelos órgãos de controle.

Em declaração à imprensa, Russi disse que não é possível atribuir a toda a instituição eventuais problemas envolvendo um parlamentar. “Não, jamais, jamais, você não pode colocar toda a Assembleia, qualquer problema que tiver, ou todos os deputados, colocar dentro do mesmo saco”, afirmou.
Segundo ele, a apuração deve seguir de forma transparente, com garantia de defesa ao investigado. “Existe uma investigação, essa investigação tem que acontecer de forma transparente, de forma correta, ser analisado, dar o direito da ampla defesa e, se tiver comprovado o problema, eu tenho certeza de que a Justiça vai atuar com rigor da lei”, disse.
Russi também negou que o caso provoque desgaste institucional. “A imagem da Assembleia, não. A Assembleia tem feito seu trabalho. A gente não pode desgastar a imagem de uma instituição que tem 180 anos de história por algum problema de algum membro”, declarou.
O presidente destacou ainda que o Parlamento já adotou medidas para aumentar o controle sobre o repasse de emendas parlamentares. Segundo ele, há cerca de quatro a cinco meses foi realizada uma reunião com órgãos como Tribunal de Contas, Ministério Público, Controladoria-Geral do Estado (CGE) e Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para alinhar procedimentos e estabelecer normas de maior transparência.
“A Assembleia já vem há algum tempo preocupada com esse assunto, procurando órgãos de controle para trabalhar uma iniciativa que venha dar mais transparência e condição da população acompanhar esse recurso”, afirmou.
Sobre a investigação, Russi disse que a Assembleia não pretende participar do processo. “Não temos interesse de estar participando ou envolvidos nesse processo. Nós confiamos muito nas instituições e vamos deixar a cargo deles fazerem a investigação”, pontuou.
A Operação Emenda Oculta, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso, apura suspeitas de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas a entidades do terceiro setor. O deputado Elizeu Nascimento e o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União), irmão dele, aparecem ligados ao envio de ao menos R$ 7,09 milhões a institutos investigados.
Do total, R$ 5.968.180,00 estão vinculados a emendas estaduais indicadas por Elizeu, destinadas à Associação Sócio Cultural e Turística de Mato Grosso e ao Instituto Social Mato-Grossense (Ismat). Já Cezinha aparece com R$ 1.128.138,10 em emendas municipais destinadas ao Instituto Brasil Central (Ibrace), para projetos esportivos na capital.
A investigação aponta que recursos enviados a institutos teriam sido posteriormente repassados a empresas de eventos, com suspeita de retorno de parte dos valores aos irmãos Nascimento. O caso é tratado como desdobramento da Operação Gorjeta, que apura irregularidades em emendas destinadas a eventos esportivos em Cuiabá.
Elizeu Nascimento ainda não foi condenado e, conforme destacou Russi, terá direito à ampla defesa durante o andamento das investigações.

 

Fonte: Olhar Direto

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