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Agronegócio

Plano Safra 2024-2025 da Faesc: Avanços e Desafios em Destaque

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José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), avaliou o plano safra -2025, divulgado ontem pelo Federal, destacando que, embora apresente avanços, ainda não atende a todas as reivindicações do setor. Ele elogiou a comunicação eficaz entre o setor agrícola e o ministro Fávaro, além da equipe técnica do Ministério da Agricultura.

Pedrozo ressaltou a importância do plano safra, que, com recursos totais de R$ 476 bilhões – sendo R$ 76 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 400 bilhões à agricultura empresarial – representa 40% da necessidade anual do setor agrícola brasileiro, estimada em R$ 1 trilhão. Este apoio é vital para pequenos e médios produtores que enfrentam dificuldades para acessar o mercado, especialmente através das linhas de financiamento do Pronaf e Pronampe.

No entanto, os recursos anunciados ainda estão aquém dos R$ 570 bilhões solicitados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Pedrozo enfatizou que dos R$ 476 bilhões anunciados, apenas R$ 16,7 bilhões serão efetivamente desembolsados pelo Tesouro para equalizar as taxas de juros, a maioria destinada à agricultura familiar.

Seguro Rural: Uma Necessidade Urgente

Uma das maiores demandas do setor agrícola é o aumento de recursos para subsidiar o prêmio do seguro rural. Atualmente, apenas R$ 1 bilhão é destinado a essa finalidade, enquanto a real necessidade é de R$ 3 bilhões para este ano e R$ para 2025. Pedrozo destacou a importância de apoiar a cultura do seguro rural, especialmente após períodos de La Niña e El Niño, que desafiaram os produtores. “O seguro rural deveria ser uma política pública prioritária para garantir a segurança alimentar do país, mas não recebeu a devida atenção”, afirmou.

Em 2021, 14 milhões de hectares de lavouras estavam segurados, mas esse número caiu para 6 milhões de hectares em 2023, devido ao custo elevado do seguro e dificuldades na contratação.

Preocupações com o Câmbio e Custos de

Outro ponto de preocupação para a Faesc é o aumento do câmbio, que encarece fertilizantes – grande parte importados – e outros insumos agrícolas em pelo menos 20%, conforme indicado pelo mercado. Pedrozo alertou que isso é especialmente prejudicial em um momento em que a redução dos preços das commodities já diminuiu as margens dos produtores entre 25% e 35%, deixando muitos descapitalizados.

O presidente da Faesc concluiu destacando a necessidade de políticas públicas mais robustas para apoiar os produtores rurais, garantindo a sustentabilidade e segurança alimentar do Brasil.

Fonte: portaldoagronegocio

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