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Dólar tem leve queda ante real em dia sem EUA, mas receios externos seguem no radar

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Dólar tem leve queda ante real em dia sem EUA, mas receios externos seguem no radar

O dólar tinha leve queda frente ao real nesta segunda-feira, em sessão de volumes reduzidos devido a feriado nos Estados Unidos, enquanto investidores continuavam monitorando temores internacionais de aperto monetário e o noticiário eleitoral doméstico.

Às 10:14 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,17%, a 5,1780 reais na venda, mas mostrou instabilidade durante a primeira hora de negociações, mudando de sinal algumas vezes. A divisa oscilou entre 5,1914 (+0,09%) e 5,1658 reais (-0,40%).

Na B3, às 10:14 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,17%, a 5,2135 reais.

“O dólar está abrindo a sessão sem muita direção, em grande parte pela falta de liquidez”, disse à Reuters Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital, chamando o pregão de “atípico” devido ao feriado nos EUA, que manterá os mercados de títulos e ações do país –referências internacionais para investimentos– fechados nesta segunda-feira.

Izac disse que, passado este início de semana sem um direcionamento externo muito claro, o foco de investidores deve passar nos próximos dias aos passos futuros dos bancos centrais das principais economias. Nesta semana, o Banco Central Europeu (BCE) provavelmente elevará sua taxa de juros pela segunda reunião de política monetária seguida, apesar de riscos crescentes de recessão em meio a uma crise energética.

Nos EUA, o Federal Reserve também deve dar sequência a seu ciclo de aperto monetário mais tarde neste mês, e, embora a maior parte dos mercados espere um terceiro ajuste consecutivo de 0,75 ponto percentual nos juros, dados mistos de emprego de sexta-feira passada moderaram essas apostas.

Izac disse que a repetição de aperto agressivo de 0,75 ponto pelo Fed tende a beneficiar o dólar contra o real, enquanto uma alta menor, de 0,50 ponto, poderia amparar a divisa brasileira e outros ativos de países emergentes.

Quanto mais altos os juros nos EUA, mais atraente fica a renda fixa do país, o que chama recursos para lá e, consequentemente, alimenta a demanda por dólares.

Enquanto isso, no Brasil, investidores continuavam monitorando pesquisas eleitorais. A corrida ao Planalto –que muitos esperavam ser motivo de forte volatilidade no mercado de câmbio– tem ficado, por ora, em segundo plano quando comparada a receios internacionais, afirmou Izac, citando efeito amortecedor de surpresas econômicas positivas no Brasil. O PIB nacional subiu 1,2% no segundo trimestre sobre o primeiro, acima do esperado, enquanto a inflação tem dado indícios de alívio.

Mesmo assim, ele alertou: “Quanto mais perto chegarmos da eleição e mais os candidatos falarem de medidas populistas e inclinadas a gastos, mais o real tende a piorar, já que isso tira a atração do estrangeiro pelo nosso país devido ao descontrole fiscal.”

A moeda norte-americana fechou a última sessão, na sexta-feira, em queda de 0,99%, a 5,1867 reais.

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