O cenário epidemiológico de Mato Grosso em 2026 exige atenção redobrada das autoridades e da população. Nos dois primeiros meses do ano, o estado confirmou quatro mortes decorrentes de arboviroses, sendo duas por dengue e duas por chikungunya.
O período é considerado crítico devido à combinação de altas temperaturas e chuvas frequentes, condições que aceleram o ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti. Até o final de fevereiro, foram contabilizados 3.068 casos prováveis de dengue e 472 de chikungunya em todo o território estadual.
Em Cuiabá, embora uma morte tenha sido confirmada, a Secretaria Municipal de Saúde registrou uma redução no número de notificações nas primeiras sete semanas do ano em comparação a períodos anteriores. Esse recuo é atribuído a uma operação intensa de vigilância que já vistoriou mais de 141 mil imóveis na capital.
Durante essas ações, as equipes de combate a endemias eliminaram quase cinco mil depósitos de água parada e realizaram o tratamento químico de outros 17 mil reservatórios, buscando interromper a circulação do vírus nos bairros.
As autoridades reforçam que a prevenção domiciliar e a vacinação são as estratégias mais eficazes para evitar novas vítimas. A vacina Qdenga está disponível na rede pública para crianças de 10 a 14 anos, sendo essencial completar o esquema de duas doses.
Além disso, a recomendação médica é clara: ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo ou manchas na pele, o cidadão deve procurar uma unidade de saúde imediatamente e evitar qualquer tipo de automedicação, que pode mascarar sinais graves das doenças.
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Fonte: cenariomt






