O Protocolo de Emergência para Infarto Agudo do Miocárdio tem apresentado resultados expressivos na redução do tempo de resposta e na qualificação do atendimento pré-hospitalar e hospitalar a pacientes com suspeita de infarto em Mato Grosso. Em seu primeiro mês de funcionamento integral, a iniciativa incluiu 46 pessoas no fluxo integrado que conecta o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Corpo de Bombeiros e o Hospital Central de Alta Complexidade.
De acordo com o balanço oficial da implantação do protocolo — lançado no final de junho —, cerca de 89% dos pacientes que apresentavam quadro de dor torácica e foram encaminhados pelas equipes de socorro necessitaram de intervenção ou avaliação cardiológica especializada. Deste total, 29 pacientes foram direcionados ao Hospital Central pelas equipes do Samu ou dos bombeiros.
Dados do atendimento e eficiência diagnóstica
Conforme os registros operacionais, três pacientes deram entrada na unidade hospitalar já com diagnóstico pré-hospitalar fechado de infarto agudo do miocárdio. Outros 26 necessitaram de exames e triagem especializada para a condução de diferentes cardiopatias identificadas ou confirmadas após a avaliação médica.
O coordenador médico do Hospital Central, Thales Chelala, destacou que os índices preliminares comprovam que o fluxo está cumprindo o objetivo de filtrar e direcionar os casos de maior gravidade diretamente à unidade de alta complexidade adequada, garantindo que o paciente receba o suporte terapêutico conforme a urgência clínica.
A etapa de regulação médica — realizada ainda durante o atendimento pré-hospitalar por médicos reguladores — registrou uma média de apenas cinco minutos até a definição do encaminhamento. Uma vez no Hospital Central, gerido pelo Einstein Hospital Israelita, o tempo médio para o fechamento do diagnóstico foi de 4,3 minutos, contando com o suporte tecnológico da telemedicina integrada com equipes em São Paulo.
Estrutura e indicadores da unidade
A marca de tempo diagnóstico registrada ficou bem abaixo do teto de dez minutos recomendado internacionalmente pela American Heart Association. Entre os 29 pacientes atendidos e encaminhados à unidade, 48% precisaram de internação em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 20% passaram por exames de angiotomografia e 7% evoluíram a óbito devido à gravidade do quadro clínico.
O Hospital Central dispõe de uma infraestrutura moderna equipada com dois aparelhos de hemodinâmica para a realização de cateterismos, angioplastias e demais procedimentos cardiovasculares minimamente invasivos. A instituição atua como referência estadual, prestando atendimento 100% voltado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Fonte: cenariomt





