Acompanhando a soja, o milho registra quedas expressivas no mercado internacional; foco em acordo entre EUA e China gera volatilidade em plena colheita da safrinha em MT.
O mercado de grãos vive uma manhã de forte pressão negativa nesta quinta-feira (14). Seguindo a tendência de queda da soja, as cotações futuras do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) e na Bolsa Brasileira (B3) registram desvalorizações importantes, influenciadas pela expectativa de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.
Por volta das 10h47 (horário de Brasília), o vencimento para julho/26 operava em queda de 9,50 pontos, cotado a US$ 4,71. No mercado interno, a B3 acompanhou o movimento, com o vencimento para julho/26 caindo 0,55%, negociado a R$ 66,77. Para Mato Grosso, maior produtor nacional do grão, esse cenário exige atenção redobrada nas estratégias de comercialização.
O recuo nos preços internacionais é atribuído, em grande parte, ao otimismo moderado em torno da cúpula entre o presidente norte-americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping. A possibilidade de um acordo que envolva a compra massiva de produtos agrícolas dos EUA, como milho, soja e carne bovina, retirou o foco das tensões no Oriente Médio e pressionou as bolsas.
Analistas da Farm Futures destacam que o mercado está “precificando” a esperança de uma resolução comercial, o que tende a favorecer o produto norte-americano em detrimento da competitividade imediata de outros exportadores no curto prazo.
Impacto Direto em Mato Grosso
Para o produtor mato-grossense, a queda em Chicago, somada à baixa na B3, reflete diretamente na formação do preço disponível no estado. Como Mato Grosso está em um período crucial de definições para a safrinha, a volatilidade externa pode travar o ritmo das negociações nos principais polos logísticos, como Sorriso, Sinop e Lucas do Rio Verde.
| Vencimento (B3) | Valor (R$) | Variação |
| Maio/26 | R$ 65,17 | -0,08% |
| Julho/26 | R$ 66,77 | -0,55% |
| Setembro/26 | R$ 69,71 | -0,56% |
| Janeiro/27 | R$ 74,15 | -0,22% |
Expectativa para o mercado interno
Apesar das baixas registradas nesta manhã, o setor produtivo de Mato Grosso monitora o custo do frete e a demanda interna para ração animal, que costuma dar sustentação aos preços em períodos de quebra internacional. No entanto, com a Bolsa Brasileira flutuando entre R$ 65,17 e R$ 74,15, o momento é de cautela.
O analista Bruce Blythe reforça que o mercado continuará refletindo cada passo das negociações entre as duas maiores potências do mundo. Para o agro de MT, o “olho no câmbio” e o “olho em Chicago” seguem sendo as regras de ouro para evitar prejuízos na margem de lucro.
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Cotações do Milho
Fonte: cenariomt




