O mercado de café segue marcado por forte volatilidade em abril, mas com uma tendência predominante de queda nos preços, especialmente para o robusta. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada mostra que a pressão vem tanto do avanço da safra quanto de fatores externos, como o cenário geopolítico e cambial.
Na parcial de abril, considerando o período de 1º a 20, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, registra média de R$ 903,90 por saca de 60 quilos. Em termos reais, trata-se do menor patamar desde março de 2024.
O valor também representa uma queda de 11,55% em relação à média de março deste ano, evidenciando a intensidade da pressão sobre o mercado.
Segundo o Cepea, um dos principais fatores para esse movimento é o avanço da colheita. No caso do robusta, as atividades estão mais próximas de ganhar ritmo do que no arábica, o que amplia a expectativa de oferta e contribui para a desvalorização.
Arábica também recua, mas com menor intensidade
O café arábica segue a mesma tendência, ainda que de forma mais moderada. O Indicador CEPEA/ESALQ para o tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, apresenta média de R$ 1.824,91 por saca de 60 quilos na parcial do mês.
O valor é 4,6% inferior ao registrado em março — uma queda de R$ 88,98 por saca — e configura o menor nível desde julho de 2025, período de pico da safra nacional.
Volatilidade deve seguir no radar
Além da colheita, o comportamento do mercado internacional e as oscilações cambiais continuam influenciando diretamente os preços no Brasil. Esse conjunto de fatores mantém o cenário instável e exige atenção redobrada dos produtores.
A tendência, segundo analistas, é de que o mercado siga volátil nas próximas semanas, com o avanço da safra e as condições externas sendo determinantes para o rumo das cotações.
Fonte: cenariomt





