Por anos, a modelo brasileira Gisele Bündchen seguiu uma dieta à base de plantas, sem consumir carne ou qualquer produto de origem animal, como leite e ovos. Com o tempo, porém, ela abandonou esse padrão após perceber alguns sinais no próprio corpo, que passaram a impactar sua rotina.
Questão ideológica
A modelo, hoje com 45 anos, tentou manter uma dieta totalmente vegetal, principalmente por uma questão ideológica. Em seu livro “Nutrir: receitas simples para corpo e alma”, Gisele conta que sempre teve uma forte conexão com os animais.
Os animais sempre foram uma parte importante da minha vida. Minhas galinhas e meus cachorros, gatos e cavalos são parte da família. Antes de me tornar modelo, cogitei ser veterinária; portanto, alinhar essa paixão com a escolha consciente do que consumo (ou não) faz muito sentido para mim.
Mas, ao começar a seguir a dieta vegana, ela passou a sofrer com anemia. Gisele tentou recorrer à suplementação de ferro e aumentar o consumo de alimentos como oleaginosas e folhas verde-escuras, mas as medidas não foram suficientes para controlar o quadro, que começou a provocar mal-estar e afetar sua rotina profissional.
Além disso, o consumo elevado de feijão trouxe desconfortos digestivos, como inchaço e gases. “Ficar com gases e inchada não é legal, claro, e também não é ideal para um trabalho que envolve usar biquínis ou lingerie.”
Mudança necessária
Diante desse cenário, Gisele reintroduziu a carne vermelha na alimentação e deixou o veganismo de lado. Ela destaca, no entanto, que aprendeu muito com esse período e que os alimentos de origem vegetal continuam predominando em sua dieta.
Em vez da combinação convencional de proteína animal, carboidrato e legumes/verduras que domina muitas refeições ocidentais, comecei a pensar em refeições baseadas no último grupo, e não no primeiro.
Atualmente, a modelo segue uma dieta com cerca de 80% de alimentos vegetais e 20% de origem animal. Segundo ela, essa mudança a ajudou a ouvir melhor as necessidades do próprio corpo e a manter a saúde em equilíbrio.
Comer carne, nesse caso, significa que estou sintonizada às minhas necessidades. Encontrei prazer em traçar meu próprio caminho.
Dieta vegana traz riscos à saúde?
No caso de Gisele, a reintrodução de alimentos de origem animal ocorreu por necessidade individual, não como abandono total dos princípios alimentares que seguia. Hoje, o consumo de carne é mais restrito e pontual, com foco na reposição de nutrientes.
De forma geral, a dieta vegana pode ser saudável, mas exige planejamento e acompanhamento profissional. Sem isso, há risco de deficiências nutricionais. O veganismo pode ser adotado em qualquer fase da vida, desde que haja orientação adequada.
O Conselho Federal de Nutrição também reconhece a dieta vegana como segura. Entretanto, deve ser bem planejada, garantindo a ingestão adequada de nutrientes —especialmente proteínas, ferro e vitamina B12.
Nenhuma dieta funciona da mesma forma para todas as pessoas. Por isso, cada caso deve ser avaliado individualmente.
Uma alternativa é a alimentação baseada em plantas, semelhante à adotada atualmente por Gisele. Esse padrão prioriza alimentos vegetais, mas não exclui totalmente carnes e derivados animais, buscando equilíbrio entre estilo de vida e necessidades nutricionais.
Fonte: uol





