Política

CPI do ‘Arrozão’ obtém quase 80 assinaturas: atualizações e avanços em investigação

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A Comissão Parlamentar de Inquérito () que pretende investigar o leilão para a compra de pouco mais de 260 mil toneladas de arroz

A autoria do requerimento é do federal Luciano Zucco (PL-RS), que alega haver indícios de possível fraude na condução do processo. Entre as denúncias, o possível uso de empresas de fachada. O caso que mais a atenção é o da principal vencedora do leilão, a empresa Wisley A. de Souza.

“Uma semana antes da realização do leilão a empresa possuía um social de apenas R$ 80 mil, totalmente incompatível com a garantia necessária para entrar na disputa”, disse o parlamentar ao apresentar o requerimento. “Na véspera, esse capital é convenientemente alterado para R$ 5 milhões. Temos um fato determinado e vamos a fundo nas investigações. Depois do Mensalão e Petrolão, podemos ter o Arrozão do PT.”

Conforme apurou, a expectativa é que Zucco peça apoio formal à Frente Parlamentar da Agropecuária na reunão de hoje à CPI do Arroz. Desse modo, ele pretende chegar às 171 assinaturas necessárias até o final desta semana.

Apesar de a CPI do Arroz surgir há poucos meses das eleições municipais — que paralisam a Câmara dos Deputados –, Zucco pretende ainda se reunir com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), hoje para tratar sobre a instalação do colegiado.

Na última quinta-feira, 6, a Conab realizou um leilão em que conseguiu firmar a aquisição de cerca de 263 mil toneladas de arroz. Conforme mostrou uma reportagem de , .

No leilão da Conab, essa empresa, que comercializa queijos, conseguiu um contrato para importar 147,3 mil toneladas de arroz e receber em troca R$ 736,3 milhões.

A Conab firmou contratos para aquisição de quase 264 mil toneladas de arroz no leilão de quinta-feira. Ao todo, quatro empresas conseguiram os lotes. Além da Wisley, também estão nessa lista: Zafira Trading (73,8 mil toneladas), ASR de Veículos e Máquinas (112,15 mil toneladas) e Icefruit (98,7 mil toneladas).

A companhia alega que o leilão é necessá para evitar o desabastecimento e o impacto econômico com o desastre causado com a enchentes no Rio Grande do Sul. Contudo, os números da própria Conab mostram que a maior parte da colheita ocorreu antes das inundações e que a safra gaúcha de arroz será maior que a anterior.

Fonte: revistaoeste

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