A estrutura administrativa da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) apresenta uma mudança significativa em sua composição hierárquica. Entre dezembro de 2024 e março de 2026, o número de mulheres em funções de liderança — como secretarias, superintendências e coordenadorias — registrou um aumento de 35,3%. O avanço reflete uma política de valorização técnica das servidoras de carreira e busca equilibrar a representatividade em um ambiente historicamente dominado por homens.
Embora o plenário conte com apenas uma deputada titular entre os 24 parlamentares, a ocupação de postos estratégicos na gestão interna tem sido o caminho para consolidar a influência feminina nas decisões institucionais. Áreas cruciais, como a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Finanças e a Escola do Legislativo, são atualmente comandadas por mulheres que trilharam caminhos desde o estágio até o topo da administração pública.
Para além das nomeações internas, o Legislativo estadual implementou medidas que impactam a sociedade civil. A Resolução nº 10.633/2025 estabeleceu uma cota de 8% das vagas em empresas terceirizadas da Casa para mulheres vítimas de violência doméstica. A iniciativa visa proporcionar autonomia financeira e reinserção profissional, servindo como modelo de política pública de proteção social no estado.
Apesar dos indicadores positivos, o caminho para a equidade plena ainda enfrenta barreiras. Servidoras relatam que o desafio de provar competência técnica em comissões complexas, como a de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), exige resiliência contra preconceitos enraizados. Para enfrentar essas questões, a instituição tem investido em:
- Capacitação Contínua: Foco em autoconhecimento e desenvolvimento de liderança.
- Procuradoria da Mulher: Atuação interna para mediação de conflitos e combate ao assédio.
- Cultura de Mérito: Nomeações baseadas estritamente em capacidade técnica e histórico funcional.
O fortalecimento da liderança feminina na gestão da Assembleia é visto como um passo preparatório para que, no futuro, essa diversidade administrativa se reflita também em uma maior presença feminina nas cadeiras do Parlamento, equilibrando a representatividade política de Mato Grosso.
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Fonte: cenariomt






