Uma moeda de US$ 1 estampada com o rosto do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começou a ser comercializada e rapidamente se tornou alvo de intensa procura, esgotando seus primeiros lotes em poucas horas. Produzida pela Casa da Moeda dos EUA como parte das celebrações dos 250 anos da independência americana, a iniciativa gerou grande repercussão não apenas pelo sucesso de vendas, mas por romper com uma tradição histórica de séculos.
A presença da imagem de um presidente em exercício em uma moeda de circulação corrente contrasta frontalmente com as normas federais e com o legado político do país. A tradição de não retratar pessoas vivas no dinheiro americano remonta aos primórdios da República, quando o próprio George Washington recusou a homenagem por temer que a prática remetesse a uma monarquia. Posteriormente, em 1866, o Congresso oficializou a proibição após uma polêmica em que um funcionário do Tesouro colocou o próprio rosto em uma cédula de cinco centavos. Atualmente, a lei federal estabelece que apenas figuras falecidas podem aparecer nas moedas oficiais. Apesar disso, a peça de Trump foi emitida com valor de curso legal.
Especificações e Valores Comerciais
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Composição: Embora exiba uma tonalidade dourada, a moeda não é feita de ouro. Sua estrutura é composta por uma liga de zinco, manganês, níquel e cobre, com uma tiragem estimada em cerca de 9 milhões de unidades.
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Preço de Venda: Comercializada com ágio pela Casa da Moeda, a peça é vendida em lotes fechados: um rolo com 25 moedas de US$ 1 custa US$ 61, enquanto a embalagem com 100 unidades sai por US$ 154,50.
Justificativa Governamental e Precedentes
O lançamento foi anunciado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, sob a justificativa de celebrar o semiquincentenário dos EUA (os 250 anos da Declaração de Independência) e os valores de liberdade da nação. Para embasar a medida, a administração apontou um precedente de 1926 — durante os 150 anos do país —, quando a Casa da Moeda produziu uma peça com os rostos de George Washington e do então presidente Calvin Coolidge. Historiadores, no entanto, apontam uma diferença crucial: a moeda de 1926 tinha caráter estritamente comemorativo e não circulava como dinheiro corrente, diferindo da nova moeda de Trump, que pode ser usada em transações cotidianas.
A novidade alinha-se a uma série de ações do segundo mandato de Trump que têm associado diretamente sua imagem a elementos oficiais do Estado, como passaportes comemorativos do aniversário de 250 anos dos EUA, passes de parques nacionais e o recém-criado visto especial apelidado de “gold card”.
Fonte: cenariomt





