Saúde

Ministério da Saúde monitora 12 municípios do Amazonas devido a queimadas

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2026

O Ministério da Saúde monitora os efeitos das queimadas sobre a população do Amazonas e o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação federal ocorre em meio à estiagem severa, aos incêndios florestais e à fumaça que atingem diferentes regiões do estado.

A iniciativa foi intensificada após o governo do Amazonas decretar situação de emergência em 36 municípios no dia 10, em razão dos incêndios florestais. O Ministério da Saúde trabalha em conjunto com o governo estadual e as administrações municipais para avaliar as necessidades da rede pública e organizar medidas de assistência.

Até o momento, 12 municípios foram identificados como locais que precisam de algum tipo de suporte nos serviços de saúde. Entre as ações previstas estão visitas técnicas, apoio à gestão e articulação de medidas preventivas para manter o fornecimento de insumos essenciais ao atendimento da população.

Grupos mais vulneráveis à fumaça

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem atenção especial durante o período de queimadas.

A exposição à fumaça pode agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, aumentando a necessidade de acompanhamento e assistência médica. Por isso, o monitoramento considera tanto os efeitos diretos sobre a saúde quanto a capacidade dos serviços públicos de atender à demanda.

Abastecimento de oxigênio

O Ministério da Saúde também avalia o consumo de oxigênio nos territórios afetados, incluindo os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). A análise busca identificar possíveis necessidades de abastecimento para garantir a continuidade dos atendimentos que dependem de suporte respiratório.

Pelas regras de descentralização do SUS, cabe aos gestores locais administrar a rede de saúde de seus territórios. Essa responsabilidade inclui a aquisição de insumos e medicamentos, o controle dos estoques e a organização da logística de distribuição.

Em situações de calamidade que coloquem vidas em risco, entretanto, o Ministério da Saúde pode atuar de forma complementar para assegurar o fornecimento de materiais essenciais. Entre as possibilidades estão a aquisição emergencial de insumos, como cilindros de oxigênio, e o apoio logístico das Forças Armadas para viabilizar o reabastecimento.

Reforço federal no combate aos incêndios

Enquanto acompanha os impactos das queimadas sobre o SUS, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mantém operações de prevenção e combate aos incêndios florestais no Amazonas.

O órgão enviou 290 brigadistas federais ao estado e conta com aeronaves para ampliar a capacidade de resposta às ocorrências. O governo federal também mobilizou dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira, em operação desde segunda-feira (13), além de outras seis aeronaves: quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente na quarta-feira (14), o Ibama havia extinguido 303 focos de incêndio no Amazonas.

Recursos para prevenção e combate

O governo federal também mantém investimentos destinados à estrutura de combate aos incêndios no estado. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Projeto de Combate a Incêndios e Desmatamento no Amazonas (ProAmazon) recebeu R$ 45 milhões desde 2024.

Os recursos são destinados à estruturação do Corpo de Bombeiros Militar para o enfrentamento dos incêndios, incluindo a compra de viaturas e equipamentos de segurança, além da implantação e organização de bases de operação.

As informações sobre o monitoramento da saúde e as medidas de resposta aos incêndios foram divulgadas pela Agência Brasil, responsável pela apuração original dos dados apresentados nesta reportagem.

Fonte: cenariomt

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