A intensa massa de ar seco que predomina sobre o Centro-Oeste transformou Mato Grosso no ponto mais quente do mapa brasileiro. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam uma hegemonia do estado nos registros térmicos desta quarta-feira: nove dos 11 municípios com os maiores picos de calor no país estão em território mato-grossense.
Nova Xavantina alcançou o topo dos termômetros nacionais ao registrar 38,7 °C. Na sequência, Cuiabá (38,1 °C), Rondonópolis (38 °C) e Santo Antônio do Leverger (38 °C) confirmam uma sequência de marcas extremas na região central e no sul do estado.
A lista dos locais sob calor severo inclui ainda Querência, Porto Esperidião, Barra do Bugres, Canarana e Cocalinho, onde as temperaturas oscilaram entre 37,3 °C e 37,6 °C. As raras exceções fora das divisas estaduais no ranking do Inmet foram os municípios de Corumbá (MS) e Aragarças (GO).
O reflexo do clima nas lavouras
Se nas cidades o pico térmico impõe desconforto e cuidados com a saúde, no ambiente rural a estiagem prolongada desempenha um papel ambivalente.
De acordo com diagnósticos da consultoria meteorológica Climatempo, a ausência de umidade cria condições de trabalho distintas para as duas principais culturas em andamento no estado:
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Agilidade no recolhimento dos grãos: Para o milho de segunda safra e a fibra do algodão, o sol forte atua acelerando a secagem natural da matéria-prima no campo. Isso viabiliza a entrada do maquinário, a desfolha rápida das plantas e a logística de escoamento.
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Riscos operacionais acentuados: Em contrapartida, a combinação de calor extremo, vegetação ressecada e baixos índices de umidade do ar eleva o perigo de focos de incêndio acidentais no campo, além de aumentar a suspensão de poeira e exigir atenção reforçada com a manutenção dos equipamentos agrícolas.
Fonte: cenariomt





