O Governo de Mato Grosso lança nesta segunda-feira (25) o Plano de Ação de Combate ao Desmatamento Ilegal e Incêndios Florestais para o ano de 2026. A iniciativa reúne estratégias integradas para prevenção, monitoramento e enfrentamento das queimadas, fenômeno que anualmente provoca impactos ambientais, econômicos e sociais em diversas regiões do Estado.
O plano prevê recursos financeiros destinados à adoção de medidas voltadas à gestão, monitoramento, responsabilização, fiscalização, prevenção e combate aos incêndios, além de ações de proteção da fauna silvestre e comunicação junto à população. O planejamento foi elaborado pelo Comitê Estratégico para Combate ao Desmatamento Ilegal, Exploração Florestal Ilegal e Incêndios Florestais no Estado de Mato Grosso (CEDIF-MT).
O lançamento ocorre em um momento de atenção crescente em relação ao período seco, historicamente marcado pelo aumento significativo dos focos de calor em Mato Grosso. Todos os anos, municípios mato-grossenses enfrentam os efeitos das queimadas, com prejuízos à qualidade do ar, riscos à saúde da população, danos à biodiversidade e impactos diretos sobre áreas de produção rural e reservas ambientais.
Além de Mato Grosso, outros estados das regiões Centro-Oeste e Norte convivem frequentemente com cenários críticos durante os meses de estiagem. Estados como Pará, Rondônia, Amazonas, Tocantins e Goiás registram, ano após ano, aumento expressivo de incêndios florestais e queimadas irregulares, situação que mobiliza forças de segurança, brigadistas, órgãos ambientais e equipes de saúde pública.
Em Mato Grosso, a combinação entre estiagem prolongada, altas temperaturas, baixa umidade do ar e ações humanas irregulares costuma elevar o risco de incêndios em áreas urbanas, rurais e de vegetação nativa. O problema afeta especialmente biomas importantes presentes no território mato-grossense, como o Pantanal, a Amazônia e o Cerrado.
Nos últimos anos, as queimadas passaram a gerar ainda mais preocupação devido aos impactos ambientais de grande escala, incluindo destruição da fauna, perda de vegetação nativa, emissão de gases poluentes e agravamento de problemas respiratórios na população, especialmente entre crianças e idosos. Em períodos críticos, cidades chegam a registrar baixa visibilidade causada pela fumaça, além do aumento da demanda por atendimentos médicos relacionados a doenças respiratórias.
Com o novo plano, o Governo do Estado busca fortalecer a atuação preventiva e ampliar a capacidade de resposta diante dos incêndios florestais, integrando ações entre diferentes órgãos públicos para reduzir danos ambientais e proteger comunidades atingidas pelos focos de calor.
Fonte: cenariomt




