A temporada de avistamento de baleias-jubarte no litoral fluminense está a todo vapor e por isso a fundação Visit Rio lançou um guia de boas práticas para os passeios de observação de cetáceos. O material reúne orientações sobre segurança e regras de aproximação das embarcações, em um momento em que a atividade ganha popularidade na cidade.
Produzido em parceria com as empresas Let’s Go Sea e Saveiros Tour, o guia está disponível gratuitamente em formato digital e tem como base as normas do Ibama e os protocolos do Instituto Baleia Jubarte. Entre as principais recomendações estão manter distância mínima de 100 metros dos animais, não interceptar sua rota e evitar qualquer tentativa de interação direta.
A iniciativa acompanha o crescimento do turismo de observação no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, imagens de jubartes saltando próximas às Ilhas Cagarras ou à entrada da Baía de Guanabara viralizaram nas redes sociais, o que atraiu mais olhares para a orla carioca.
Gigantes de passagem pelo Rio
Todos os anos, as jubartes deixam as águas geladas da Antártica e percorrem mais de quatro mil quilômetros até a costa brasileira. O destino principal é a região de Abrolhos, na Bahia, onde acontece a reprodução da espécie e o nascimento dos filhotes. No caminho, elas cruzam o litoral do Rio de Janeiro entre junho e agosto.
Com até 16 metros de comprimento e cerca de 40 toneladas, esses mamíferos marinhos passam o verão se alimentando de krill, pequenos crustáceos parecidos com os camarões, antes de iniciarem a migração rumo a regiões mais quentes.
A presença das baleias nas proximidades das Ilhas Cagarras tem se tornado cada vez mais comum. O arquipélago, localizado a quatro quilômetros de Ipanema, é considerado um dos principais pontos de observação na cidade. Além dele, as baleias também podem ser vistas ocasionalmente da Praia Vermelha e de São Conrado, dependendo das condições do mar e da sorte de quem estiver olhando para o horizonte.
O que diz o guia
Além das orientações gerais, a cartilha detalha comportamentos proibidos durante a observação. Embarcações não devem perseguir os animais, bloquear seu deslocamento nem permanecer por mais de 30 minutos acompanhando um mesmo grupo. Também é proibido mergulhar ou nadar com as baleias.
O guia reforça a importância de escolher operadores autorizados e capacitados para realizar a atividade. Segundo o Instituto Baleia Jubarte, o turismo de observação pode contribuir para a conservação da espécie quando realizado de forma responsável, ao aproximar visitantes das questões ligadas à proteção dos oceanos e da vida marinha.
Para quem embarca nessas aventuras, vale saber que os passeios costumam durar entre cinco e seis horas em mar aberto. Além das jubartes, é possível encontrar golfinhos, botos, aves marinhas e, em alguns períodos, até pinguins ao longo do trajeto.
Quando ir
A temporada de observação de baleias no Rio costuma começar em junho, quando os primeiros grupos aparecem na costa, e segue até agosto. As saídas realizadas pela manhã costumam oferecer as melhores condições de avistamento, já que o mar tende a estar mais calmo e com menos interferência dos ventos.
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Fonte: viagemeturismo





