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FriGol implementa protocolo de compra responsável de carne bovina do Cerrado para promover sustentabilidade

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Desenvolvido pelas associações sem fins lucrativos Proforest e Imaflora, a iniciativa busca contribuir para o alinhamento de condutas responsáveis de monitoramento socioambiental para a compra de produtos de origem bovina no bioma. A adequação das práticas internas faz parte do compromisso da FriGol de promover um impacto positivo em suas áreas de atuação e na cadeia produtiva de seu escopo de negócio.

A FriGol, que no ano passado atingiu 100% de conformidade no 4° Ciclo de Auditorias do TAC da Pecuária Sustentável do bioma Amazônia, promovido pelo Ministério Público Federal do Pará, agora, de maneira pioneira, implementa o Protocolo Voluntário do Cerrado. Vale pontuar que o protocolo está na fase piloto, mas, como a FriGol já estava preparada para as demandas que constam da versão preliminar do documento, tomou a iniciativa de implementar imediatamente.

O protocolo é composto por uma série de critérios e parâmetros de compra responsável, para garantir que as cadeias de fornecimento não estejam vinculadas a problemas socioambientais. As diretrizes de monitoramento foram baseadas em dados públicos abertos e a definição dos critérios foram incluídos a partir de um processo intenso de consultas públicas envolvendo as principais partes interessadas. Atualmente, a iniciativa está sendo desenvolvida com financiamento da Mars e McDonalds para o Proforest e financiamento da National Wildlife Federation (NWF) e Fundação Moore para a Imaflora.

“Para a FriGol, sempre foi de extrema importância a garantia de origem e a promoção da rastreabilidade socioambiental dos produtos de maneira transparente. Por isso, realizamos o monitoramento de 100% de nossos fornecedores diretos em todos os biomas onde atuamos e levamos essas informações a clientes e consumidores por meio dos QR Codes constantes em todas as nossas linhas de produto, tanto para o mercado interno quanto externo. A adesão ao protocolo é mais um esforço da companhia de garantir o fornecimento sustentável de matérias-primas, gerando valor não só para a empresa, mas também para a sociedade”, explica Carlos Corrêa, Diretor Administrativo e Sustentabilidade da FriGol.

O Protocolo de Monitoramento Voluntário de Fornecedores de Gado no Cerrado está estruturado em 12 critérios, cobrindo um leque de elementos sociais e ambientais relevantes para a compra responsável de gado. Os itens a serem analisados são: Conversão ilegal de Vegetação Nativa; Livre de Desmatamento e Conversão de Vegetação Nativa; Terras Indígenas; Territórios Quilombolas; Unidades de Conservação; Embargos ambientais – Vetores; Mudanças em demarcação de limites no Cadastro Ambiental Rural (CAR); Embargos Ambientais – Listas Públicas; Trabalho Escravo; Cadastro Ambiental Rural (CAR); Guia de Trânsito Animal (GTA) e; Produtividade.

Dentre esses parâmetros, sete podem ser monitorados através de análises geoespaciais, sendo dois com base em listas públicas oficiais; dois através de análises documentais e um via análise da produtividade do fornecedor direto de gado. Todos os itens serão monitorados pela FriGol para garantir a sustentabilidade na cadeia produtiva.

Isabella Freire, codiretora da América Latina da Proforest, que iniciou a elaboração do Protocolo, comenta que “a FriGol participou das consultas a especialistas e do piloto para avaliar o impacto para a cadeia de fornecimento. Hoje, eles são observadores do Conselho Deliberativo do Protocolo e estão saindo à frente com a implementação do Protocolo do Cerrado, um importante passo para mostrar à cadeia da carne que é possível conciliar conservação e produção neste bioma, com colaboração e transparência.”

Lisandro Inakake é coordenador de Cadeias Agropecuárias do Imaflora e atua no Boi na Linha, que desde 2019, articula os elos da produção de carne na região da Amazônia Legal, visando à implantação e cumprimento de compromissos para uma cadeia livre de irregularidades socioambientais.

Para Lisandro, a integração e unificação de sistemas criados para os dois biomas é o “futuro desejado”. “É importante destacar o pioneirismo da FriGol sob a perspectiva de que já existem ferramentas e dados disponíveis para o monitoramento da cadeia. É só começar, e foi o que a FriGol fez. Além disso, o Protocolo foi desenvolvido em alinhamento ao que já fazemos no Boi na Linha com o Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado da Amazônia, para que as ações a serem tomadas no ato da compra de gado não sejam divergentes no que diz respeito à operação e comportamento da empresa no mercado”, avalia.

Segundo Francisco Beduschi, líder da National Wildlife Federation (NWF) no Brasil, “é importante ressaltar o pioneirismo de frigoríficos como a FriGol na adoção deste Protocolo para o monitoramento de critérios socioambientais no Cerrado, ampliando a transparência de suas metas e resultados. A NWF já trabalha com a FriGol e outros frigoríficos na Amazônia e apoiará em trabalho semelhante no Cerrado”.

Fonte: portaldoagronegocio

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