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Exposição A Jornada do Corpo leva arte às ruas de Mato Grosso: saiba mais!

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Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), a exposição coletiva A Jornada do Corpo passou a ocupar ruas e espaços culturais de Mato Grosso por meio de intervenções urbanas acessíveis, utilizando QR Codes e placas em braile. A mostra apresenta imagens, textos literários e histórias de vida de 20 mulheres artistas com corpos dissidentes — entre elas mulheres trans, travestis, negras, gordas e pardas — em Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Várzea Grande.

Arte urbana e acessibilidade

Segundo apurado pela reportagem, a exposição é exibida em realidade aumentada: ao acessar os QR Codes fixados em postes, centros culturais e estabelecimentos parceiros, o público visualiza conteúdos digitais produzidos a partir do projeto A Jornada do Corpo Presencial. A iniciativa foi contemplada pelo edital Viver Cultura – edição Lei Paulo Gustavo, com recursos públicos operados pela Secel-MT, conforme documento oficial disponível no portal institucional da secretaria.

A diretora do projeto, a produtora cultural Ju Queiroz, explicou em nota que o objetivo central foi criar um espaço seguro para que mulheres narrassem suas próprias trajetórias por múltiplas linguagens artísticas. “As participantes puderam experimentar coletivamente novas possibilidades de narrativas de si mesmas, produzindo poesia e ensaios fotográficos que agora dialogam diretamente com o espaço urbano”, afirmou.

Onde a exposição pode ser vista

  • Cuiabá: região da Praça da Mandioca e Centro Cultural Casa das Pretas.
  • Chapada dos Guimarães: ruas do centro e locais como Casa de Vó, Sebo Rua Antiga, Centro Cultural Cafua, Casa di Rose e Chapada Hostel.
  • Várzea Grande: Avenida Arthur Bernardes.

As obras permanecem nos locais até sua degradação natural ou eventuais intervenções do público, característica comum a projetos de arte urbana.

Processo criativo e formação

O projeto presencial ocorreu entre julho e agosto de 2025, em Cuiabá, com oito encontros formativos realizados na Casa Cuiabana. Durante o período, foram ministradas quatro oficinas temáticas sobre corpo, performance, escrita, autorretrato e fotografia, conduzidas pelas artistas Malu Jimenez, Lupita Amorim, Jaque Roque e pela própria Ju Queiroz.

De acordo com a coordenação, os processos criativos abordaram a (r)existência de mulheres historicamente invisibilizadas, reforçando o papel da arte como ferramenta de enfrentamento ao preconceito e às violências estruturais.

Relatos das participantes

As autoras das obras relatam impactos pessoais e coletivos. A publicitária Duda Dall Belo definiu a experiência como “delicadeza, amor e mulheridade”. Já a atriz e dramaturga Maré afirmou que o projeto provocou uma ruptura profunda em suas percepções pessoais e artísticas.

Para a artista Josy Campos, a participação representou aprendizado e troca afetiva. Virgínia Meirelles destacou o acolhimento e a abertura de novos caminhos criativos proporcionados pela vivência.

Histórico do projeto

Criado em 2020, A Jornada do Corpo já contou com a participação de mais de 300 mulheres do Brasil e do exterior em nove edições, majoritariamente online. Esta é a primeira vez que o projeto é realizado em formato presencial, ampliando sua interação com o espaço público.

Reportagem baseada em informações oficiais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) e assessoria do projeto.

Box informativo

  • Projeto: A Jornada do Corpo
  • Financiamento: Edital Viver Cultura – Lei Paulo Gustavo
  • Realização: Secel-MT
  • Cidades: Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Várzea Grande

Para acessar as obras, basta apontar a câmera do celular para os QR Codes espalhados pela cidade.

Fonte: cenariomt

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