Especialista em ClĂnica MĂ©dica há mais de 30 anos, mĂ©dica defende que Ă©tica, propĂłsito e sucesso financeiro podem caminhar juntos — com respaldo cientĂfico e institucional para abordar espiritualidade no cuidado.
Enquanto o Brasil discute, cada vez mais intensamente, a qualidade da formação médica e a lógica comercial que passou a dominar parte do setor da saúde, a médica Sarina Occhipinti escolheu seguir pelo caminho oposto: em vez de apenas apontar os problemas, decidiu construir um novo modelo de formação baseado em ciência, ética e propósito.
Ă€ frente da marca SARI DOCTORS, Dra. Sarina já formou milhares de profissionais por meio de imersões e pĂłs-graduações que unem medicina da longevidade, hormĂ´nios femininos, neurocomportamento e atualização cientĂfica constante a um princĂpio que ela considera inegociável: a Ă©tica do cuidado.
No centro da proposta está o resgate do mĂ©dico vocacionado — aquele que escuta antes de prescrever, enxerga o paciente alĂ©m do diagnĂłstico e entende que credibilidade e prosperidade sĂŁo consequĂŞncias naturais de uma relação construĂda com confiança.
“Médico ético não é médico pobre. Médico ético é médico que prospera porque os pacientes confiam nele e voltam, e indicam, por uma vida inteira. O que não anda junto é vocação e ganância”, afirma Dra. Sarina.
A médica faz questão de reforçar que sua visão não representa resistência ao avanço tecnológico ou à medicina moderna. Pelo contrário: seus cursos são atualizados constantemente e defendem a tecnologia como ferramenta da vocação médica — e não como mecanismo de exploração emocional do paciente.
“Eu quero o mĂ©dico mais moderno possĂvel. O que eu nĂŁo quero Ă© que ele use essa ciĂŞncia para faturar em cima do medo das pessoas. Tecnologia e integridade nĂŁo se excluem”, destaca.
Outro ponto que chama atenção no mĂ©todo desenvolvido por Sarina Ă© a abordagem da espiritualidade como parte complementar do cuidado centrado no paciente. CristĂŁ, a mĂ©dica costuma distribuir BĂblias aos alunos durante seus cursos, mas faz questĂŁo de separar espiritualidade de religiĂŁo institucional.
“NĂŁo prego religiosidade. A BĂblia que eu entrego Ă© um convite Ă reflexĂŁo sobre propĂłsito, compaixĂŁo e serviço ao prĂłximo — valores que qualquer mĂ©dico bom carrega, tendo ele fĂ© ou nĂŁo”, explica.

A discussĂŁo ganhou respaldo cientĂfico e institucional nos Ăşltimos anos. Em 2022, pesquisadores da Universidade Harvard publicaram na revista cientĂfica JAMA uma das maiores revisões já realizadas sobre espiritualidade e saĂşde, concluindo que o tema deve integrar o cuidado centrado na pessoa. Já em março de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou oficialmente uma ComissĂŁo de SaĂşde e Espiritualidade para aprofundar estudos sobre o impacto da prática espiritual na saĂşde — sempre como complemento, jamais substituição da conduta mĂ©dica.
Para Dra. Sarina, o verdadeiro desafio da medicina moderna nĂŁo está apenas na evolução cientĂfica, mas em preservar a humanidade dentro dos consultĂłrios.
“NĂŁo estou tentando criar mĂ©dicos santos, que abrem mĂŁo de viver bem. Estou tentando resgatar mĂ©dicos inteiros que fazem questĂŁo de dormir em paz com seus princĂpios”, finaliza.
(Fotos : Arquivo Pessoal)
Fonte: cenariomt




