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Criança queimada com álcool em gel inicia tratamento de reconstrução da pele em Tangará da Serra: uma história de superação e esperança

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2026

O Hospital e Maternidade Santa Ângela, em Tangará da Serra (MT), divulgou um vídeo nessa quarta-feira (27), mostrando o início da reconstrução da pele do menino Carlos David, de 9 anos, que sofreu graves queimaduras após um acidente doméstico com álcool em gel em setembro de 2025.

Carlos teve queimaduras de terceiro grau em cerca de 45% do corpo. Durante o período de internação, ele chegou a sofrer uma parada cardíaca, mas sobreviveu após semanas de tratamento intensivo.

Nas imagens divulgadas pelo hospital, a mãe da criança, Elisa, aparece emocionada ao acompanhar a primeira cirurgia reconstrutiva do filho. Segundo ela, o menino ficou internado por 23 dias em Cuiabá após o acidente. “Eu tô muito emocionada, sério mesmo”, disse a mãe no vídeo.

Ela relata que, depois da recuperação inicial, Carlos começou a desenvolver queloides e retrações na pele, principalmente na região do pescoço e do tórax. As sequelas passaram a limitar os movimentos da criança e, segundo os médicos, a tendência é de agravamento sem intervenção cirúrgica.

O vídeo também mostra médicos explicando que as queimaduras causaram retrações que impedem Carlos de movimentar o pescoço normalmente. Durante o procedimento, a equipe utiliza expansores para alongar áreas de pele saudável e, posteriormente, reconstruir as regiões afetadas. Confira o vídeo completo abaixo:

Carlos David sofreu queimaduras graves. – Vídeo: Reprodução/Instagram

Em outro trecho, Carlos aparece sendo preparado para a cirurgia enquanto familiares e profissionais acompanham o início da primeira etapa do tratamento. A mãe surge chorando antes do procedimento e relata o medo e a expectativa pela cirurgia.

Segundo os médicos, o processo de reconstrução será longo e deve durar mais de um ano, com necessidade de novas cirurgias ao longo do tratamento. “Não vamos reparar só a pele do Carlos, vamos reparar a vida dele”, afirmou um dos profissionais que acompanha o caso.

Sequelas afetam a rotina do menino

Além das limitações físicas, Carlos também enfrenta impactos emocionais e sociais provocados pelas sequelas das queimaduras. Durante o vídeo, a mãe relata que o menino tenta manter uma rotina normal, mas convive diariamente com as dificuldades causadas pelas cicatrizes.

Na escola, segundo a família, ele conta ter apenas um amigo. Mesmo assim, segue tentando viver como qualquer outra criança.

Ainda durante o vídeo, a família agradece as pessoas que ajudaram com doações para a compra dos expansores utilizados no procedimento. Empresas, médicos e internautas também participaram da mobilização para auxiliar no tratamento do menino. “A guerra é longa, mas a gente vai seguir em frente”, disse Elisa.

A publicação emocionou internautas nas redes sociais, que deixaram mensagens de apoio e desejaram força para Carlos e para a família durante a recuperação.

Fonte: primeirapagina

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