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Agronegócio

Boa demanda para exportação deve sustentar preços do milho no Brasil

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Boa demanda para exportação deve sustentar preços do milho no Brasil

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes nesta quarta-feira. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o fluxo de negociações nos portos segue expressivo no decorrer desta semana. A alta da Bolsa de Chicago no decorrer da semana é fator importante para justificar a maior fluidez dos negócios. Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda sofrem em seu abastecimento em função do custo do frete, que permanece em patamar muito acentuado, aponta.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 91,00 (compra) a R$ 94,00 (venda) a saca (CIF) para setembro. Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 90,50/94,00 a saca para setembro.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 81,00/84,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 81,00/83,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 84,00/86,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 93,00/95,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 75,00/77,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 75,00/R$ 78,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 73,00/80,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

  • Os contratos com entrega em dezembro de 2022 operam com alta 2,75 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,41% cotada a US$ 6,60 por bushel.
  • O mercado volta a buscar suporte no clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos, que deve reduzir o potencial produtivo das lavouras. Além disso, os investidores aguardam as exportações semanais do país, que devem oscilar entre 500 mil e 900 mil toneladas.
  • As lavouras de milho em Illinois, na parte central dos Estados Unidos, estão com desenvolvimento melhor neste ano, na comparação com a média dos últimos três anos, segundo avaliação dos participantes da “Crop Tour”, realizada pela Pro Farmer. Ante ao ano passado, o desenvolvimento é pior.
  • Segundo a Pro Farmer, a produtividade média do milho deve ficar em 190,71 bushels por acre em Illinois, ante a média de 185,62 bushels por acre nos últimos três anos. No ano passado, o rendimento havia sido projetado em 196,30 bushels por acre.
  • Já as lavouras de milho do oeste de Iowa, no oeste dos Estados Unidos, estão se desenvolvendo pior neste ano, na comparação com a média dos últimos três anos e em relação ao ano passado.
  • Segundo a Pro Farmer, a produtividade média do milho deve ficar em 181,12 bushels por acre na primeira amostra, 180,80 na segunda e 173,70 na terceira. Na média dos últimos três anos, a contagem de vagens atinge 183,37, 188,74 e 187,83, respectivamente. No ano passado, somavam 183,96 bushels por acre na primeira, 201,10 na segunda e 192,47 na terceira. Os dados do total do estado saem amanhã.
  • Ontem (24), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,65 3/4 por bushel, ganho de 5,75 centavos de dólar, ou 0,87%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2022 fechou a sessão a US$ 6,57 1/4 por bushel, alta de 2,00 centavos, ou 0,3% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

  • O dólar comercial registra leve alta de 0,09% a R$ 5,1150. O Dollar Index registra baixa de 0,21%, a 108,45 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

  • As principais bolsas da Ásia encerraram em alta. Xangai, +0,97%; Tóquio, +0,58%.
  • As principais bolsas na Europa registram índices mistos. Londres, +0,25%. Paris -0,06% e Frankfurt, +0,38%.
  • O petróleo opera em alta. Setembro do WTI em NY: US$ 94,86 o barril (0,03%).

AGENDA

    • O Ministério do Trabalho divulga o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) referente a julho.
    • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
    • Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.
  • Sexta-feira (26/08)
    • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da manhã.
    • O IBGE divulga, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias Extrativas e de Transformação referente a julho.
    • Dados de desenvolvimento das lavouras no Mato Grosso – Imea, na parte da tarde.

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