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Alerta da Saúde de Sorriso: Abandono de tratamento do diabetes preocupa

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Um levantamento preocupante divulgado pela Secretaria de Saúde do município de Sorriso, no interior de Mato Grosso, revelou que a maioria dos moradores diagnosticados com diabetes abandonou o acompanhamento médico contínuo.

Dos 7.779 pacientes registrados no sistema municipal, apenas 2.409 mantêm a rotina adequada de exames e consultas — o que significa uma taxa de desistência ou irregularidade de quase 70%.

O diagnóstico acendeu um alerta nas autoridades de saúde pública regionais. A orientação é que todas as pessoas diagnosticadas e que interromperam o tratamento voluntariamente retornem com urgência às Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Estratégias e consultas de acompanhamento em Sorriso

Para facilitar o acesso da população, as Unidades Básicas de Saúde de Sorriso reservam as tardes de terça-feira prioritariamente para o atendimento de pacientes com diabetes e hipertensão — outro grupo que registra alto índice de abandono terapêutico no município.

De acordo com o secretário de Saúde, Vanio Jordani, a simples retirada de receita médica não substitui a necessidade de acompanhamento profissional constante:

  • Periodicidade dos exames: O protocolo determina a realização de exames laboratoriais a cada seis meses, no máximo.

  • Riscos da falta de controle: A glicemia desregulada pode desencadear complicações severas no coração, rins, visão, sistema nervoso e artérias, podendo levar ao óbito em casos graves.

  • Níveis de referência: Os valores normais de glicose em jejum devem se manter entre 70 e 99 mg/dL.

Histórias de diagnóstico, prevenção e apoio da rede pública de Mato Grosso

A realidade das mais de 13 milhões de pessoas que vivem com diabetes no Brasil passa por mudanças definitivas no estilo de vida. É o caso do funcionário público Antônio Mazzei, de 72 anos, que descobriu a diabetes tipo 2 após confundir os sintomas com tonturas de labirintite. Hoje, com apoio da família e rigor na alimentação, ele mantém os níveis sob controle.

Já seu filho, Antônio Igor, de 22 anos, convive com a diabetes tipo 1 desde os 8 anos de idade, quando deu entrada no hospital com glicemia acima de 500 mg/dL. Ele conta com o suporte do governo do estado de Mato Grosso, que fornece os medicamentos e insumos de insulina por meio da Farmácia de Alto Custo para garantir a continuidade do tratamento.

A prevenção segue como o principal remédio contra as doenças crônicas no estado. Praticar atividades físicas rotineiramente, manter uma alimentação balanceada e evitar o consumo de tabaco e álcool são passos essenciais para prevenir a doença e garantir qualidade de vida.

Tipos mais comuns de diabetes

O diabetes mellitus pode se apresentar de diversas formas e possui diversos tipos diferentes. Independente do tipo de diabetes, com aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure um serviço de saúde para dar início ao tratamento.

Tipo: 1
O Diabetes Melito tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas (beta-pancreáticas) responsáveis pela produção e secreção de insulina, o que resulta em uma deficiência na secreção deste hormônio no organismo.

O pico de incidência do DM1 ocorre em crianças e adolescentes, entre 10 e 14 anos, e, menos comumente, em adultos de qualquer idade, embora o diagnóstico em pessoas adultas também seja recorrente. No Brasil, estima-se que ocorram 25,6 casos por 100.000 habitantes a cada ano, sendo considerada uma incidência elevada.

O tratamento exige o uso diário de insulina para regular os níveis de glicose no sangue, evitando assim complicações da doença.

Pré-diabetes
É quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas ainda não estão elevados o suficiente para caracterizar um Diabetes Tipo 1 ou Tipo 2. É um sinal de alerta do corpo, que normalmente aparece em obesos, hipertensos e/ou pessoas com alterações nos lipídios.

Esse alerta do corpo é importante por ser a única etapa do diabetes que ainda pode ser revertida, prevenindo a evolução da doença e o aparecimento de complicações, incluindo o infarto. No entanto, 50% dos pacientes que têm o diagnóstico de pré-diabetes, mesmo com as devidas orientações médicas, desenvolvem a doença. A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle.

Tipo: 2
O diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao:

Sobrepeso

Sedentarismo

Triglicerídeos elevados

Hipertensão; e

Hábitos alimentares inadequados.

Por isso, é essencial manter acompanhamento médico para tratar, também, dessas outras doenças, que podem aparecer junto com o diabetes. Cerca de 90% dos pacientes diabéticos no Brasil têm esse tipo.

 

Diabetes gestacional
Ocorre temporariamente durante a gravidez. As taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas ainda abaixo do valor para ser classificada como diabetes tipo 2.

Toda gestante deve fazer o exame de diabetes, regularmente, durante o pré-natal. Mulheres com a doença têm maior risco de complicações durante a gravidez e o parto.

Esse tipo de diabetes afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê.

 

Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA)
É uma condição que acomete os adultos e caracteriza-se pela destruição de células pancreáticas devido ao desenvolvimento de um processo autoimune do organismo.

Fatores de risco

Além dos fatores genéticos e a ausência de hábitos saudáveis, existem outros fatores de risco que pode contribuir para o desenvolvimento do diabetes.

Diagnóstico de pré-diabetes

Pressão alta

Pais, irmãos ou parentes próximos com diabetes

Colesterol alto ou alterações na taxa de triglicérides no sangue

Doenças renais crônicas

Diabetes gestacional

Mulher que deu à luz criança com mais de 4kg

Sobrepeso, principalmente se a gordura estiver concentrada em volta da cintura

Síndrome de ovários policísticos

Apneia do sono

Uso de medicamentos da classe dos glicocorticoides

Diagnóstico de distúrbios psiquiátricos – esquizofrenia, depressão, transtorno bipolar

 

Sintomas

Os principais sintomas do diabete são: fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia.

Tipo: 1

Fome frequente;

Sede constante;

Vontade de urinar diversas vezes ao dia;

Perda de peso;

Fraqueza;

Fadiga;

Mudanças de humor;

Náusea e vômito.

Tipo: 2

Fome frequente;

Sede constante;

Vontade de urinar diversas vezes;

Formigamento nos pés e mãos;

Infecções frequentes na bexiga, rins, pele e infecções de pele;

Feridas que demoram para cicatrizar;

Visão embaçada.

Fonte: cenariomt

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