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Governo investiga suspeita de ação organizada nos incêndios na Amazônia: o que se sabe até agora?

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2026

O governo federal investiga se há uma organização por trás dos incêndios florestais que atingem o Amazonas. Até o momento, as equipes da força-tarefa já instauraram 120 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para apurar possíveis condutas criminosas relacionadas às queimadas.

Durante entrevista coletiva realizada em Manaus nesta quarta-feira (14), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os focos de incêndio têm origem humana e garantiu que as autoridades trabalham para identificar os responsáveis.

Segundo o ministro, a investigação pretende esclarecer se os episódios foram provocados de maneira coordenada. Ele também afirmou que os envolvidos identificados deverão ser responsabilizados, com o objetivo de evitar a impunidade na região.

Investigação dos incêndios

As apurações são conduzidas pelas polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas, com a participação de outras forças de segurança. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também integra o trabalho para verificar a possibilidade de uma ação organizada.

Capobianco citou como referência os episódios registrados em 2024, quando incêndios criminosos ocorreram simultaneamente em diferentes regiões do país. Na ocasião, o chamado Dia do Fogo foi associado a uma série de ocorrências que atingiram áreas de São Paulo e do Pará, com mais de dois mil incêndios simultâneos, conforme relatado pelo ministro.

A participação da Abin busca verificar se há semelhanças entre os acontecimentos anteriores e a atual situação no Amazonas. A hipótese de atuação coordenada, no entanto, ainda depende do resultado das investigações.

Os responsáveis por provocar incêndios florestais podem sofrer multas administrativas de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, conforme o enquadramento da infração. As sanções também podem incluir embargo das áreas atingidas, apreensão de equipamentos e responsabilização criminal, com possibilidade de prisão.

Fumaça afeta a população de Manaus

A propagação da fumaça provocada pelos incêndios comprometeu a qualidade do ar e levou à suspensão de atividades em diferentes localidades do Amazonas. Em Manaus, a situação motivou a interrupção das aulas presenciais na rede municipal de ensino, em unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no campus Manaus Zona Leste do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).

O ministro afirmou que a população da capital está entre as mais prejudicadas pelos efeitos da fumaça e destacou a necessidade de responsabilizar os autores dos incêndios. A situação reúne impactos ambientais e consequências para a rotina dos moradores.

A expectativa do governo é de melhora na qualidade do ar nos próximos dias, mas o resultado depende das condições meteorológicas. De acordo com Capobianco, a direção dos ventos tem favorecido o deslocamento da fumaça para Manaus, inclusive a partir de incêndios localizados em áreas mais distantes da capital.

O ministro acrescentou que as equipes conseguiram reduzir significativamente os incêndios nas proximidades da cidade, mas ainda existem focos em outras regiões que contribuem para a concentração de fumaça.

Combate ao fogo recebe reforços

Apesar da gravidade da situação, Capobianco informou que os dados mais recentes indicam uma redução nas ocorrências de queimadas e incêndios. Segundo ele, há sinais de diminuição no surgimento de novos focos, embora a quantidade de fumaça e a persistência de áreas em chamas ainda impeçam uma avaliação otimista definitiva.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), 292 incêndios já foram extintos no Amazonas desde o início da temporada, enquanto outros oito permaneciam ativos no estado no balanço divulgado pelo órgão.

Para reforçar as operações, o governo federal disponibilizou 11 aeronaves. Desse total, seis são empregadas diretamente no combate aos incêndios florestais, com capacidade para realizar lançamentos rápidos de água.

O apoio inclui um avião KC-390, utilizado para lançar grandes volumes de água, três helicópteros destinados ao transporte de brigadistas e equipamentos e ao lançamento de água, além de uma aeronave Caravan para suporte logístico. Os helicópteros também são importantes para alcançar áreas de acesso difícil.

As equipes terrestres contam com 290 brigadistas em atuação, enquanto outros 40 profissionais federais estavam em deslocamento para reforçar o trabalho na região.

No domingo (11), Capobianco e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram áreas do Amazonas e identificaram incêndios em regiões florestais de difícil acesso.

As operações seguem concentradas no combate aos focos ativos e na redução dos impactos sobre a população. Paralelamente, as forças de segurança trabalham para esclarecer as causas dos incêndios e verificar se houve participação coordenada na provocação do fogo.

Com informações da Agência Brasil.

Fonte: cenariomt

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