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Teatro Amazonas e Theatro da Paz são declarados Patrimônios Mundiais pela Unesco

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2026

O Brasil acaba de ampliar sua lista de patrimônios culturais reconhecidos pela Unesco. O Teatro Amazonas, em Manaus, e o Theatro da Paz, em Belém, receberam na segunda-feira (27) o título de Patrimônio Mundial Cultural. O reconhecimento foi anunciado em Busan, na Coreia do Sul, durante a reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, realizada na assembleia anual da entidade.

Os dois edifícios históricos foram inscritos em conjunto na Lista do Patrimônio Mundial sob o título “Teatros da Amazônia”. Apesar de estarem em cidades diferentes, a Unesco os reconhece como um único bem, por compartilharem uma mesma trajetória histórica ligada ao ciclo da borracha da região amazônica no fim do século 19.

O reconhecimento é a última etapa de um processo conduzido pelo Comitê do Patrimônio Mundial. Antes de chegar à votação, a candidatura apresentada pelo país passa por avaliações técnicas de órgãos independentes e é analisada pelos 21 membros do comitê, responsáveis por aprovar, solicitar alterações ou rejeitar a inscrição.

Com a confirmação, a dupla “Teatros da Amazônia” é o primeiro Patrimônio Mundial Cultural da Região Norte. Ao todo, o Brasil reúne agora 26 bens reconhecidos pela Unesco: 16 culturais, nove naturais e um sítio misto (confira a lista completa aqui).

Teatros remontam à “Era de Ouro” amazonense

A dupla de teatros imponentes é símbolo do boom econômico pelo qual passava a região amazônica no século 19. A extração da borracha era o motor financeiro do Norte do país, o que resultou nas metrópoles Manaus e Belém.

Os edifícios surgiram como símbolo de status da elite local. O Theatro da Paz, aberto em 1878, e o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, foram algumas das primeiras grandes casas de ópera das Américas, e atraíram companhias europeias para as duas cidades.

Foi essa trajetória comum que levou a Unesco a reconhecer os edifícios sob um único título. A organização destacou que ambos representam um mesmo projeto de modernização da região, além de reunirem influências arquitetônicas europeias com materiais e referências da floresta.

O Theatro da Paz

Fachada do Teatro da Paz em Belém, Pará, com paredes cor de salmão e detalhes brancos. O edifício tem um frontão triangular, colunas coríntias, bustos em nichos e arcos no térreo. O piso em frente é de pedras claras com um mosaico escuro no centro, sob um céu azul com nuvens esparsas

O Theatro da Paz é um dos grandes cartões-postais de Belém. Considerada a primeira casa de espetáculos da Amazônia, até hoje domina a paisagem da Praça da República, um dos espaços mais tradicionais da cidade.

A elegância surge logo ao cruzar as portas. Lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, bustos de mármore de Carrara de José de Alencar e Gonçalves Dias, além de detalhes folheados a ouro, compõem um cenário digno da Belle Époque.

Já na sala de espetáculos, o olhar é imediatamente atraído pelo teto: o afresco retrata Apolo e Afrodite conduzindo as musas das artes à Amazônia. O espaço tem capacidade para 880 pessoas, acomodadas em cadeiras de época em madeira.

Visitas guiadas pelo teatro ocorrem de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 12h. O tour dura cerca de 45 minutos e os grupos saem de hora em hora. O tour custa R$ 10, com ingressos vendidos na bilheteria local. Para grupo fechados com mais de seis pessoas, é preciso fazer agendamento prévio pelo e-mail visita@theatrodapaz.com. Confira a programação cultural da casa aqui.

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Teatro Amazonas

Interior de um teatro opulento com poltronas vermelhas e cinco andares de camarotes dourados e rosados. Um lustre central ilumina o teto pintado com cenas mitológicas. O palco tem uma cortina vermelha e azul com detalhes dourados. A imagem é capturada com uma lente olho de peixe, distorcendo as laterais.

Erguido no Largo de São Sebastião, o Teatro Amazonas foi concebido para mostrar ao mundo o poder econômico da Manaus do século 19. O exterior já rouba a cena. A famosa cúpula, revestida por 36 mil peças de cerâmica nas cores da bandeira brasileira, é visível de longe e se tornou um dos ícones da cidade. O restante da construção também revela pomposidade: paredes de aço vindas da Escócia, mármore de Carrara nas escadas e colunas, além de lustres italianos.

A sala principal acomoda 684 espectadores e tem como destaque o teto côncavo com quatro telas trazidas da França. As obras representam a música, a dança, a tragédia e a ópera, além de uma homenagem ao compositor brasileiro Carlos Gomes. Vale reparar também nas máscaras espalhadas pelas colunas, que reverenciam nomes como Mozart, Verdi, Rossini, Molière e Aristófanes. Já o Salão Nobre preserva a pintura “A glorificação das Bellas Artes da Amazônia”, criada por Domenico de Angelis, em 1899.

Os passeios guiados acontecem de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 9h às 13h, com saídas a cada 30 minutos. A entrada custa R$ 20, com ingressos vendidos diretamente na bilheteria. Amazonenses têm acesso gratuito mediante comprovação de naturalidade. A programação de espetáculos é divulgada mensalmente no site Cultura do AM, gerido pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

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Fonte: viagemeturismo

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