Quem gosta de vinho provavelmente já ouviu falar dos rótulos franceses, italianos, chilenos e argentinos. Mas e os vinhos suíços? Embora pouco conhecidos por muitos brasileiros, eles nascem em uma das paisagens mais impressionantes da Europa: às margens do Lac Léman, o maior lago da Europa Ocidental.
A região tem um clima considerado especial para a viticultura. O lago ajuda a proteger os vinhedos do frio mais intenso no inverno e, durante o verão, refresca as plantações. Além disso, os tradicionais muros de pedra que cercam os terraços armazenam calor ao longo do dia e liberam essa energia durante a noite, criando condições favoráveis para o amadurecimento das uvas.
Entre as principais regiões produtoras de vinho na Suíça estão La Côte e Lavaux. La Côte, que significa “encosta”, fica em uma área de colinas suaves e é conhecida principalmente pelos vinhos brancos elaborados com a uva Chasselas.
De coloração dourada, a Chasselas lembra a Chardonnay e costuma apresentar aromas de frutas como pêssego e maçã, além de notas de nozes e mel. É um vinho que combina bem com fondue de queijos, massas com molhos brancos e pratos mais cremosos.
Além da Chasselas, La Côte também produz vinhos com uvas como Chardonnay, Müller-Thurgau, Sylvaner, Pinot Gris e tintos mais leves, como Pinot Noir e Gamay.
Já Lavaux é uma das regiões mais famosas e fotogênicas da Suíça. Desde 2007, seus vinhedos em terraços são considerados Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco. O reconhecimento se deve não apenas à tradição vitivinícola, mas também ao cenário formado pelas encostas, pelo lago e pelos muros de pedra.
Sobre Lavaux, costuma-se dizer que os vinhos amadurecem sob um “sol triplo”: o sol que vem do céu, o reflexo da luz no lago e o calor guardado nas pedras, que aquece os vinhedos durante a noite.
Mesmo discretos no mercado internacional, os vinhos suíços carregam uma combinação rara de paisagem, clima e tradição. Para quem nunca provou, talvez bastem as imagens dos vinhedos às margens do Lac Léman para despertar a vontade de abrir uma garrafa e conhecer esse outro lado da Suíça.
Fonte: primeirapagina





