O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira (12) a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, ampliando o acesso a informações sobre o acompanhamento do pré-natal e os cuidados com mães e bebês.
A novidade está disponível em formato de aplicativo e reúne dados que acompanham toda a gestação, do início do pré-natal até o nascimento da criança, com integração ao sistema digital de saúde pública.
Segundo a pasta, a proposta é facilitar o acesso às informações clínicas e garantir maior organização no acompanhamento da saúde materna, permitindo que a gestante tenha os registros sempre disponíveis em formato digital.
A confeiteira Jeniffer Antunes, que está na terceira gestação, destacou a importância do documento no acompanhamento médico. Ela afirma que a caderneta reúne histórico completo da saúde da gestante, incluindo dados de gestações anteriores, tipo sanguíneo, exames e informações sobre filhos.
“Ela traz todas as nossas informações, tanto da gestação atual quanto das anteriores. Fala sobre aborto, filhos vivos, natimortos, tipo sanguíneo, exames, fala de tudo. É muito importante. Onde a gente vai, a gente tem que levar”, relatou.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a atualização inclui novas orientações sobre o cuidado no parto e no período pós-parto, conhecido como puerpério, além da ampliação do uso do plano de parto.
Segundo o ministro, a caderneta fortalece o direito da gestante de registrar suas escolhas e ser orientada pelos profissionais de saúde durante o parto.
Ele também destacou que o material traz informações sobre como identificar sinais de violência obstétrica e orienta a gestante e seu acompanhante sobre como agir e denunciar possíveis irregularidades.
O documento digital também permite o registro de informações como acompanhante escolhido, métodos de alívio da dor, presença de doula, procedimentos realizados e cuidados após o parto, além das vacinas recomendadas durante a gestação.
No mesmo evento de lançamento, realizado na Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o ministro assinou uma portaria que destina R$ 37,8 milhões aos bancos de leite humano no país.
O governo também apresentou a campanha de 2026 para incentivo à doação de leite materno, com o tema “Solidariedade que nutre, vida que cresce”. O Brasil mantém atualmente a maior rede pública de bancos de leite humano do mundo.
Fonte: cenariomt




