A Receita Federal confirmou o cronograma oficial de pagamentos para a restituição do Imposto de Renda 2026. O período para prestar as contas com o Leão, referente ao ano-base 2025, segue aberto até o dia 29 de maio. Para o contribuinte de Mato Grosso, o planejamento é essencial, já que a entrega antecipada aumenta as chances de receber o dinheiro nos primeiros lotes.
Neste ano, o pagamento será dividido em quatro etapas ao longo do segundo semestre. A grande novidade é que o primeiro lote será liberado justamente no dia do encerramento do prazo de entrega, contemplando os grupos prioritários e aqueles que agilizaram o envio da documentação logo no início do prazo, em março.
Calendário de restituição IRPF 2026
Os depósitos serão realizados diretamente na conta bancária informada na declaração ou via chave Pix (CPF). Confira as datas oficiais programadas pela Receita Federal:
- 1º lote: 29 de maio de 2026;
- 2º lote: 30 de junho de 2026;
- 3º lote: 31 de julho de 2026;
- 4º lote: 28 de agosto de 2026.
Quem recebe primeiro? Prioridades e regras
Além da ordem de entrega, a legislação garante prioridade para determinados grupos. Em cidades como Lucas do Rio Verde e Sinop, onde o setor de serviços e educação é forte, muitos contribuintes se enquadram nestas categorias:
- Idosos com idade igual ou superior a 80 anos;
- Contribuintes entre 60 e 79 anos;
- Pessoas com deficiência física, mental ou doença grave;
- Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (professores);
- Dica estratégica: Quem utiliza a declaração pré-preenchida e escolhe receber via Pix também sobe na fila de prioridade.
Novas faixas de obrigatoriedade para 2026
A atenção deve ser redobrada para os novos limites de obrigatoriedade. Em Mato Grosso, a força da atividade rural e do agronegócio coloca muitos produtores na mira do Leão. Precisa declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 em 2025 ou possui bens (terras, máquinas, veículos) que somam mais de R$ 800 mil.
Para o produtor rural, a régua da receita bruta é de R$ 177.920. Não entregar o documento dentro do prazo gera multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido, além de gerar problemas com o CPF, o que trava o acesso a crédito bancário e financiamentos agrícolas.
Como declarar e evitar a malha fina
O envio deve ser feito de forma online pelo Programa Gerador da Declaração (PGD) no site da Receita Federal ou pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda”. Especialistas recomendam conferir detalhadamente os informes de rendimentos bancários e de corretoras, evitando divergências que levam à temida malha fina.
Com informações de Receita Federal do Brasil.
Fonte: cenariomt




