A Assembleia Legislativa de Mato Grosso iniciou a análise do Projeto de Lei nº 530/2026, que institui a Feira Literária Itinerante do Estado. A proposta, apresentada pelo deputado Eduardo Botelho, surge como uma resposta direta à desigualdade no acesso à cultura em Mato Grosso, onde muitas comunidades do interior possuem pouca ou nenhuma infraestrutura voltada ao livro.
O objetivo é transformar a feira em um evento anual que percorra diferentes municípios, oferecendo desde a venda de obras até atividades educativas, como palestras e oficinas de escrita criativa, integrando a educação e a cultura como bases do desenvolvimento social.
Para além de incentivar o hábito da leitura, o projeto foca na valorização do “prata da casa”. Escritores locais e jornalistas, como José Augusto Tenuta, defendem a iniciativa como uma ferramenta vital para dar visibilidade à produção intelectual mato-grossense, que muitas vezes encontra dificuldades de distribuição.
A feira itinerante funcionará como uma ponte direta entre quem escreve e quem lê, estimulando a economia criativa nos municípios visitados e fomentando o turismo cultural, já que cada edição deve atrair visitantes de cidades vizinhas interessados na programação diversificada.
A justificativa do parlamentar reforça que “um estado que lê é um estado mais preparado para o futuro”, destacando que o investimento em políticas literárias é, na verdade, um investimento no desenvolvimento humano.
O texto do projeto prevê parcerias entre o poder público e a iniciativa privada para garantir que o evento tenha estrutura adequada, incluindo quadras cobertas ou praças centrais para as exposições.
Com a aprovação da lei, Mato Grosso passará a contar com um mecanismo contínuo de difusão de conhecimento, fortalecendo a cidadania e a identidade cultural de sua população.
Fonte: cenariomt





