Google e Meta agora recebem mais investimentos que SBT e Band. Estratégia da Secom em 2025 priorizou redes sociais e streaming, refletindo novos hábitos de consumo de informação dos brasileiros.
O cenário da Propaganda Federal 2026 revela uma mudança profunda nas prioridades do Planalto. Em 2025, a fatia do orçamento publicitário destinada à internet saltou para 34,5%, quase o dobro do que era investido no fim da gestão anterior (17,7%). Com isso, plataformas como YouTube, Instagram e WhatsApp tornaram-se os principais canais de escoamento de campanhas como “Brasil Soberano” e programas de isenção de Imposto de Renda.
📊 O NOVO RANKING DOS ANÚNCIOS
Os dados parciais da Secom mostram uma dança das cadeiras no topo dos maiores beneficiários do dinheiro público:
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Grupo Globo: Segue na liderança com cerca de R$ 150 milhões.
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Record: Mantém a vice-liderança com R$ 80,5 milhões.
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Google (YouTube/Busca): Saltou para R$ 64,6 milhões, assumindo o terceiro lugar.
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Meta (FB/Insta/WhatsApp): Recebeu R$ 56,9 milhões.
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SBT: Caiu para a 5ª posição com R$ 45,8 milhões.
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Band: Ficou com R$ 24,4 milhões.
📱 ESTRATÉGIA: ONDE O POVO ESTÁ
A Secretaria de Comunicação justifica o reforço afirmando que os brasileiros hoje buscam mais informações navegando em redes sociais do que assistindo à TV aberta tradicional.
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Kwai e Streaming: O governo também apostou alto em plataformas como o Kwai (R$ 19,5 milhões) e serviços de streaming como Prime Video e Netflix, que entraram no plano de mídia pela primeira vez com força.
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Corte no X (Twitter): Em contrapartida, a plataforma de Elon Musk foi removida dos planos de mídia após os embates políticos entre o empresário e o governo brasileiro.
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Influenciadores: O uso de “publis” com influenciadores digitais e a contratação de agências focadas em vídeos e podcasts (com verba de R$ 100 milhões) consolidam a nova face da Secom.
⚖️ O RETORNO DOS JORNAIS IMPRESSOS
Diferente da gestão anterior, que havia zerado anúncios em grandes veículos de imprensa, o Governo Lula retomou investimentos em jornais como Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão, além de um aumento expressivo de verba para portais de notícias como o UOL (R$ 18,2 milhões desde 2023).
Fonte: cenariomt





