Um homem de 35 anos foi preso na madrugada desta quinta-feira (12) suspeito de violência doméstica contra a própria esposa, que está grávida de três meses, em Nova Mutum, no Mato Grosso. A ocorrência foi atendida por policiais militares do 26º Batalhão da Polícia Militar, conforme informações divulgadas em boletim de ocorrência da corporação.
De acordo com o relato da vítima, de 30 anos, o marido chegou à residência embriagado e passou a exigir o celular dela. Diante da recusa, o suspeito tentou tomar o aparelho à força. Durante a tentativa de se defender, a mulher mordeu o dedo do homem, momento em que ele passou a agredi-la com socos no rosto, causando lesões aparentes.
Discussão e ameaça dentro da residência
Segundo a vítima, o episódio ocorreu dentro da casa onde ela estava com os dois filhos do casal. Após as agressões, a mulher conseguiu correr e se trancar em um dos quartos até a chegada da Polícia Militar.
Durante o atendimento da ocorrência, a vítima relatou aos policiais que o marido possuía diversas armas de fogo guardadas na residência. Ainda conforme o depoimento, em meio à discussão o suspeito teria pegado uma arma, entregado à esposa e pedido para que ela atirasse contra ele, o que aumentou o medo da mulher.
Armas apreendidas pela Polícia Militar
Os policiais localizaram o suspeito ainda no imóvel. Questionado sobre as armas, ele afirmou possuir registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), documento que permite a posse de armamentos dentro das regras previstas pelo Exército Brasileiro.
Durante a vistoria, os militares recolheram:
- duas espingardas;
- uma pistola;
- um rifle;
- um revólver;
- uma arma de airsoft;
- 32 munições de diferentes calibres.
Todo o material foi apreendido e encaminhado junto com o suspeito à delegacia da Polícia Civil, onde o caso foi registrado como violência doméstica e passará por investigação.
O que diz a lei sobre violência doméstica
No Brasil, casos de violência doméstica são enquadrados na Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha. A legislação prevê medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da vítima, além de responsabilização criminal do agressor.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que denúncias desse tipo permanecem subnotificadas, o que reforça a importância de acionar as autoridades sempre que houver risco à integridade de mulheres e familiares.
Como denunciar
A Polícia Militar orienta que casos de agressão ou ameaça sejam comunicados imediatamente pelo telefone 190. Também é possível realizar denúncias anônimas pelo número 0800.065.3939, disponível em todo o estado.
Se você presenciar ou souber de uma situação semelhante, procure ajuda e comunique as autoridades.
Reportagem baseada em informações da Polícia Militar de Mato Grosso.
Fonte: cenariomt





