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Rede de Proteção em Cuiabá: Estratégias Inovadoras contra Violência à Mulher

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Nesta sexta-feira (23), a Prefeitura de Cuiabá promoveu uma reunião estratégica para reorganizar e fortalecer o fluxo de assistência às vítimas de violência.

O encontro reuniu a secretária de Saúde, Danielle Carmona, a primeira-dama Samantha Iris, além de magistrados, promotores de Justiça e representantes de órgãos de segurança. A pauta central foi a integração da rede de cuidado, visando evitar que a mulher desista do acompanhamento após o acolhimento inicial.

A gestão municipal destacou a implementação das Salas Acolher, distribuídas em quatro Unidades de Saúde da Família (USFs) estratégicas (CPA IV, Jockey Club, Grande Terceiro e Ribeirão da Ponte).

Essas unidades funcionam como polos de descentralização do atendimento, oferecendo suporte para mulheres acima de 14 anos que sofreram violência física, psicológica ou moral. O novo modelo substitui as antigas salas das UPAs e busca um acolhimento mais humanizado e próximo da comunidade.

O desafio da continuidade e o protocolo de urgência

Um dos dados mais alarmantes discutidos na reunião foi a alta taxa de abandono do tratamento. Em uma das unidades, de quase 350 atendimentos realizados em 2025, apenas uma paciente seguiu com o acompanhamento completo. Para reverter esse quadro, a rede planeja aprimorar a busca ativa e a conexão entre os serviços psicológicos e sociais.

Para casos de crimes sexuais, a saúde municipal reforçou os prazos e locais críticos:

  • Janela de 72 horas: É o período máximo para o início das medicações que previnem o HIV, hepatites e outras infecções (ISTs).
  • Portas de Entrada: UPAs (Morada do Ouro, Leblon, Pascoal Ramos e Verdão) e o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) para urgências.
  • Referência Especializada: O Serviço de Assistência Especializada (SAE) e o Hospital Júlio Muller (Projeto Ipê) garantem o tratamento prolongado.

Com Mato Grosso liderando os índices nacionais de feminicídio nos últimos anos, a primeira-dama Samantha Iris e a promotora Claire Vogel Dutra enfatizaram que a comunicação entre as instituições é a única forma de evitar a “revitimização” — processo em que a mulher precisa repetir seu trauma em diversos órgãos sem receber uma solução definitiva. A meta é criar um percurso assistencial onde a segurança pública e a saúde caminhem juntas desde a denúncia até a alta médica e psicológica.

Fonte: cenariomt

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