Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que as cotações de praticamente todos os produtos da cadeia suinícola vêm registrando quedas expressivas em grande parte das praças acompanhadas pelo Centro de Pesquisas. O movimento de baixa tem sido generalizado e reflete uma combinação de fatores típicos deste período do ano.
Segundo agentes consultados pelo Cepea, a principal pressão sobre os preços está relacionada ao período de férias escolares, que reduz o consumo doméstico de carne suína. A menor demanda ocorre ao mesmo tempo em que há maior oferta, tanto de animais vivos quanto de carne no mercado interno, intensificando o desequilíbrio entre oferta e procura.
No mercado atacadista, diante da dificuldade de escoamento no consumo doméstico, frigoríficos passaram a priorizar as exportações, buscando maior rentabilidade no mercado externo para compensar as quedas internas. Essa estratégia tem ajudado a sustentar o ritmo de embarques, mesmo em um cenário de preços pressionados no Brasil.
Dados analisados pelo Cepea a partir de informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) confirmam esse movimento. Na parcial de janeiro, a média diária de exportações de carne suína tem se mantido próxima à observada ao longo de 2025, em torno de 5,1 mil toneladas, indicando que o mercado externo segue como importante válvula de escape para a produção nacional.
Apesar do bom desempenho das exportações, o Cepea avalia que, enquanto a demanda interna não se recuperar e a oferta seguir elevada, o mercado suinícola deve continuar operando sob pressão nas próximas semanas. A atenção dos agentes permanece voltada para o comportamento do consumo após o período de férias e para o ritmo dos embarques internacionais, fatores que podem influenciar a formação de preços no curto prazo
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Fonte: cenariomt






