VW Tera leva choque de realidade e despenca 24,8% nas vendas em abril
O VW Tera levou um choque de realidade em abril. Mesmo ainda entre os SUVs mais vendidos do Brasil, o modelo perdeu força de forma clara e acendeu um alerta importante dentro do ranking.
Os dados acumulados até o dia 20 mostram um mercado que mudou de ritmo. E, diferente de outros meses, não dá mais para olhar só volume, agora, o que pesa é quem está crescendo e quem está ficando para trás.
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Hyundai Creta segura a ponta
O Hyundai Creta aparece na liderança com 4.415 unidades vendidas em abril. O crescimento de 1,8% em relação a março não chama atenção à primeira vista, mas ganha peso quando comparado ao restante do mercado.
Em um cenário onde a maioria caiu, crescer virou diferencial. E foi exatamente isso que manteve o Creta na frente.
T-Cross ainda resiste, mas já sente o impacto
Na segunda posição, o Volkswagen T-Cross soma 4.349 unidades vendidas, mas registra retração de -12,2% frente a março.
O número ainda é forte, mas o comportamento já mostra perda de ritmo. O modelo segue competitivo, porém longe da estabilidade vista em outros momentos.
VW Tera despenca e expõe limitações
O Volkswagen Tera aparece na terceira posição com 3.898 unidades vendidas, mas o dado mais importante está na variação: queda de -24,8%.
É uma das maiores retrações entre os principais SUVs do país. E isso acontece mesmo com o modelo ainda vendendo bem em volume.
Pontos negativos do Tera
O ponto é que o Tera funciona melhor no papel do que na prática para quem busca algo mais racional. O visual agrada, acompanha a tendência do mercado, mas a experiência de uso começa a cobrar seu preço.
Na estrada, o comportamento já não convence tanto. A carroceria mais alta e menos aerodinâmica deixa o carro mais sensível a ventos laterais, e o ruído acaba invadindo a cabine com facilidade.
O motor 1.0 turbo de 116 cv entrega o básico na cidade, mas perde refinamento quando exigido.
Em velocidades mais altas, o som invade o interior e a necessidade de reduzir marchas em subidas leves se torna constante. Isso impacta diretamente no consumo, que fica na faixa de 11 km/l no etanol, próximo dos 10,3 km/l indicados oficialmente.
Na dinâmica, o carro inclina mais em curvas e não entrega o mesmo equilíbrio de um Volkswagen mais baixo, como o Polo. E isso muda a percepção ao volante.
O pacote do Tera mistura pontos interessantes com ausências difíceis de ignorar.
Há recursos modernos como controle de cruzeiro adaptativo, mas faltam itens simples para o dia a dia, como acendimento automático dos faróis e retrovisor antiofuscante.
Na prática, parece uma lista que prioriza impacto visual em vez de uso real.
BYD Song cresce enquanto o mercado cai
Se o Tera caiu, o BYD Song fez o caminho oposto. O modelo aparece na quarta posição com 3.586 unidades vendidas e crescimento de 9,2% em relação a março.
É um dos poucos SUVs que avançaram no período, aproveitando justamente a retração dos concorrentes diretos.
Resto do ranking confirma queda generalizada
O Chevrolet Tracker aparece com 3.120 unidades vendidas e queda de -17,2%. O cenário se repete mais abaixo.
O Caoa Chery Tiggo 5X soma 2.454 unidades e registra retração de -24,6%. O Toyota Yaris Cross aparece com 2.234 unidades, caindo -11,1%. Já o Fiat Fastback alcança 2.593 unidades vendidas e também recua, com queda de -10,2%.
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Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]
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Fonte: garagem360






