A presença dos vinhos na história é tão forte que basta lembrar que a primeira coisa que Noé fez ao fim do dilúvio foi plantar uma videira. Além disso, foi o vinho a bebida escolhida para a Última Ceia de Cristo.
Nos tempos de Jesus, a cirrá era a uva mais plantada na região de Jerusalém, um dos tipos da fruta utilizada para produzir vinhos — bebida tão presente na Bíblia que só não é citada em um dos livros, o de Jonas.
Segundo historiadores, São Patrício teria plantado a Syrah no Rhône – rio que nasce na Suíça e termina em França – ao retornar de uma peregrinação à Terra Santa. Hoje, esse rio é o berço dessa uva. Mas, tudo começou há muitos anos, junto com a história da humanidade.
Hoje, em Jerusalém, pesquisadores estão estudando sementes queimadas e secas, descobertas em escavações arqueológicas, para compará-las com uvas vivas e, talvez, recriar as uvas daquele tempo, como se dizia nas celebrações.
Daquele tempo ao nosso, temos hoje o Domaine du Castel, com videiras plantadas nas colinas da Judeia, perto de Jerusalém.
Israel possui cerca de 6 mil hectares de vinhedos de Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Sauvignon Blanc e, atualmente, bem pouco da uva Syrah. As colinas da Galileia formam a região mais importante em qualidade, com excelente altitude — que chega a 1.200 metros — e clima frio propício ao cultivo das videiras.
Vinhos com sabores ‘históricos’
Por isso, a sugestão desta semana do “Música & Vinho”, exibido na Centro América FM e apresentado pela sommelier Kézia Giugni, são os vinhos da Judeia, no estilo Bordeaux. Equilibrados e cheios de sabor, os rótulos do Domaine du Castel são produzidos com Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot.
Lembre-se sempre de manter a moderação para aproveitar vinhos diferentes, como os vinhos de Jerusalém. Ouça abaixo o episódio completo do programa:
Fonte: primeirapagina





