Lucas do Rio Verde recebe nesta segunda-feira (13) uma audiência pública que promete colocar em pauta um dos temas mais urgentes da atualidade: o combate ao feminicídio. O encontro acontece às 14h, no plenário Vereador João José Callai, na Câmara Municipal, e é aberto a toda a população.
A mobilização faz parte de uma série de ações da Câmara Setorial Temática (CST) de Enfrentamento ao Feminicídio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), voltadas a municípios com altos índices desse tipo de crime.
O grande diferencial do encontro é a participação popular. A Procuradora da Mulher da Câmara, vereadora Débora Carneiro, fez um chamamento direto à comunidade, reforçando que o debate só faz sentido com a presença da sociedade.
“Hoje, às 14 horas, você é o nosso convidado especial. A gente não consegue fazer uma audiência pública sem a participação popular. Vem pra cá, espero você”, convidou.
Segundo a parlamentar, o evento contará com representantes da Assembleia Legislativa e da UFMT, que irão apresentar dados, estudos e reflexões sobre as vulnerabilidades que contribuem para o aumento dos casos de feminicídio. Após as exposições, o microfone será aberto para que a população possa fazer perguntas, sugerir ideias e contribuir com propostas.
A iniciativa surgiu a partir da articulação da suplente de deputada Edna Sampaio, que buscou viabilizar a realização da audiência em Lucas do Rio Verde. A expectativa é reunir o maior número possível de pessoas para fortalecer o debate e construir soluções coletivas.
Mais do que um encontro pontual, as discussões realizadas em todo o estado serão reunidas e transformadas em propostas concretas para políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher. O objetivo é reduzir os índices de feminicídio em Mato Grosso e ampliar a proteção às vítimas.
“Tudo o que está sendo debatido nos municípios vai contribuir para a construção de propostas que visam diminuir o feminicídio e a violência contra a mulher em todo o estado”, destacou Débora.
O recado é claro: o combate ao feminicídio não depende apenas do poder público — passa, necessariamente, pela participação ativa da sociedade. E essa construção começa hoje.
Fonte: cenariomt





