Segundo a agência britânica, uma fonte do governo Trump afirmou que tais informações apontam “vulnerabilidades” nas urnas eletrônicas utilizadas em vários locais de votação nos Estados Unidos.
Falando sob condição de anonimato, a autoridade disse à Reuters que Trump abordará em seu discurso as eleições de meio de mandato presidencial, as chamadas midterms, que serão realizadas em novembro, e o que integrantes da Casa Branca consideram “falhas” nas urnas eletrônicas que poderiam permitir invasões cibernéticas de agentes de outros países.
A fonte acrescentou que as informações de inteligência recém-desclassificadas que serão comentadas por Trump estão relacionadas à eleição presidencial de 2020, na qual o republicano foi vencido pelo democrata Joe Biden. Trump mantém até hoje o argumento de que ocorreu fraude naquele pleito.
No início do mês, a agência Associated Press informou que o FBI ordenou o envio de 260 analistas de investigação e especialistas em operações de outros escritórios para ajudar na investigação sobre a eleição de 2020 no condado de Fulton, na Geórgia, um dos principais focos das acusações de fraude de Trump.
Segundo a AP, o memorando determinando o envio desses agentes descreveu o caso como uma “investigação prioritária”.
O pronunciamento será a mais recente ação de Trump visando as midterms. Na semana passada [https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/trump-demite-democratas-desmonta-agencia-federal-apoio-eleicoes/], ele demitiu dois comissários democratas da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA (EAC, na sigla em inglês), agência federal que fornece financiamento e orientações de segurança a autoridades eleitorais dos estados americanos, o que, somando também as renúncias de dois comissários republicanos, deixou o colegiado sem integrantes.
Em comunicado, a Casa Branca confirmou as demissões dos comissários democratas e afirmou que Trump possui autoridade legal para destituir autoridades que não estejam “alinhadas” à missão do governo de “garantir a segurança eleitoral e a contagem de votos legítimos”.
O desmantelamento da comissão ocorreu depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos ter dado em junho amplos poderes ao presidente para demitir diretores de agências independentes.
No ano passado, Trump determinou em ordem executiva que a EAC incluísse a exigência de comprovação de cidadania americana nos formulários federais de registro de eleitores e que a comissão pressionasse os estados para que só admitissem o recebimento de votos por correio que chegassem até o dia da eleição. A Justiça americana suspendeu essa ordem executiva no final de junho.
Fonte: gazetadopovo





