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Soja abre 2026 em baixa na Bolsa de Chicago devido ao impacto do clima no Brasil

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Expectativa de safra cheia, com destaque para Mato Grosso, pressiona contratos no primeiro pregão do ano

Mercado ignora avanço da demanda chinesa e reage às condições favoráveis nas lavouras brasileiras

O mercado internacional da soja iniciou 2026 em movimento de baixa. No primeiro pregão do ano, realizado nesta sexta-feira, 2 de janeiro, os contratos futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago fecharam com desvalorização, refletindo um cenário de forte pressão ligada às perspectivas de oferta na América do Sul, especialmente no Brasil.

O comportamento negativo dos preços foi intensificado por uma onda de vendas registrada ainda na véspera do Ano Novo. O movimento frustrou expectativas de recuperação técnica e levou os contratos mais negociados a romper níveis importantes de suporte, reforçando o viés baixista neste começo de ano.

Analistas internacionais apontam que o foco do mercado segue concentrado nas condições climáticas favoráveis observadas nas principais regiões produtoras brasileiras. Em estados como Mato Grosso, maior produtor de soja do país, as chuvas regulares registradas na segunda quinzena de dezembro contribuíram para um bom desenvolvimento das lavouras, elevando as projeções de produtividade para a safra 2025/26.

Mato Grosso no centro das atenções do mercado

O desempenho das lavouras mato-grossenses tem peso decisivo na formação dos preços internacionais. Com grande parte das áreas em boas condições vegetativas, o estado sustenta a expectativa de uma colheita robusta, fator que aumenta a percepção de oferta abundante no mercado global.

Além de Mato Grosso, outras regiões do Centro-Oeste também registraram melhora significativa na umidade do solo. Esse cenário reduz riscos climáticos no curto prazo e limita reações positivas em Chicago, mesmo diante de fatores tradicionalmente altistas.

Na Argentina, segundo relatos do mercado, o clima ainda apresenta irregularidades, com períodos mais secos. No entanto, há expectativa de retorno das chuvas no início de 2026, o que também contribui para aliviar preocupações com a produção sul-americana como um todo.

Demanda não sustenta recuperação dos preços

Apesar do recente aumento nas compras de soja por parte da China, principal importador mundial, o movimento não foi suficiente para conter as perdas. Para os investidores, o avanço da demanda teve impacto limitado diante do volume esperado de produção no Brasil.

Esse comportamento reforça a leitura de que, neste momento, o mercado prioriza o acompanhamento do clima e do potencial produtivo da América do Sul, deixando em segundo plano o ritmo das exportações.

Fechamento dos contratos futuros

No encerramento do pregão, os principais vencimentos da soja apresentaram recuos moderados. O contrato janeiro/26 foi cotado a US$ 10,29 por bushel, com queda de 1 ponto. O março/26 fechou a US$ 10,45, registrando perda de 1,75 ponto.

Já o vencimento maio/26 foi negociado a US$ 10,58 por bushel, com desvalorização de 2,50 pontos, enquanto o contrato julho/26 encerrou o dia a US$ 10,72, acumulando baixa de 2,25 pontos.

Reflexos para o produtor mato-grossense

Para o produtor de Mato Grosso, o início do ano com Chicago pressionada exige atenção redobrada às estratégias de comercialização. Embora o câmbio possa ajudar a sustentar os preços em reais, o cenário internacional indica a necessidade de planejamento e uso de ferramentas de proteção de preços.

Especialistas avaliam que os próximos movimentos do mercado dependerão da confirmação da safra brasileira e do comportamento da demanda global ao longo do primeiro trimestre.

O primeiro pregão de 2026 mostrou que o mercado da soja começa o ano fortemente influenciado pelo clima e pelas expectativas de produção no Brasil, com Mato Grosso ocupando papel central nesse cenário. Enquanto não houver mudanças significativas nos fundamentos, os preços tendem a seguir sob pressão.

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Fonte: cenariomt

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