Como consequĂŞncia, diversos funcionários estariam ficando com os nomes negativados. O relato foi feito pela professora Rosália Ferreira, servidora aposentada do municĂpio.
Â
A convite do vereador Dilemário Alencar (Podemos), ela usou a tribuna da Casa de Leis para expor a situação. Segundo a professora, há quatro meses o Executivo municipal vem descontando do salário do servidor as parcelas de empréstimo consignado e não está repassando para os bancos, como a Caixa Econômica Federal.
Â
“Os bancos estão nos cobrando, nos colocaram no SPC Serasa, e nossa situação agravou muito após o dia 19. Eu não sei se os senhores sabem, mas antes não poderiam bloquear salário de funcionário, e hoje pode. Eu estou aqui desesperada”, revelou, com lágrimas nos olhos.
Â
Rosália afirmou que corre o risco de perder a sua casa por falta de pagamento, pois o salário está bloqueado. “Sou professora, tive um AVC em 2010, sou epilética, e não tenho dinheiro para comprar meu remédio. Tenho risco de perder meu apartamento hoje por que meu salário está bloqueado. […] Estão fazendo uma rifa de R$ 10 para eu conseguir R$ 2 mil para pelo menos salvar meu apartamento”, relatou.
Â
Neste sentido, ela faz um apelo aos parlamentares para que, ao menos, o desconto no salário seja suspenso, atĂ© que o municĂpio regularize essa questĂŁo junto Ă s instituições financeiras.
Â
“Eu não estou aqui em nome só dos meus colegas, mas peço um favor: me ajudem! Eu não posso ficar sem meu apartamento e meus remédios. E vocês são as únicas pessoas que podem nos ajudar”, suplicou.
Â
Essa é a segunda vez que a professora utiliza a tribuna da Casa de Leis para relatar a situação.
A primeira vez foi em março deste ano. Na oportunidade, Dilemário apresentou um requerimento solicitando a convocação da secretária de Gestão, Ellaine Cristina Ferreira Mendes, para esclarecer o fato.
Â
O documento, contudo, nĂŁo foi votado em plenário atĂ© hoje. “NĂŁo Ă© possĂvel a gente nĂŁo convocar ela depois do depoimento dramático dessa professora”, colocou o parlamentar.
Â
Dilemário, inclusive, reportou o caso, junto com outras denúncias, ao Ministério Público, em fevereiro deste ano.
O vereador Demilson Nogueira (PP) também reforçou a necessidade de convocar a integrante do primeiro escalão municipal e criticou a postura dos vereadores da base governista.
Â
“Essa Casa não se envermelha diante de casos como esse, mas essa Casa se esconde depois que vota as contas do Emanuel pinheiro, com rombo enorme, com a conta da intervenção, com os buracos. Mas essa Casa não tem coragem e convocar o secretario”, criticou.
Â
O vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) classificou a situação como “vergonha”. “Isso é vergonha ou a falta dela”, finalizou.
Fonte: leiagora





