Os produtores rurais de Lucas do Rio Verde intensificaram, nessa última semana, os trabalhos de colheita da safra de soja 2025/2026. As primeiras áreas começaram a ser colhidas ainda entre os dias 12 e 15 de dezembro, principalmente por produtores que apostaram em variedades superprecoces e contam com sistemas de irrigação por pivô central.
Em entrevista ao CenarioMT, o presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, Tiago Cinpak, destacou que as máquinas já operam nos primeiros talhões e que as expectativas iniciais são positivas. Segundo ele, há registros de lavouras com excelente potencial produtivo, embora o cenário apresente realidades distintas em função das condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo.


“Tivemos a ocorrência de um veranico nos meses de outubro e novembro, o que deve impactar algumas áreas de forma pontual. Não são regiões expressivas, mas existem lavouras que devem produzir um pouco abaixo da média. Por outro lado, há áreas muito boas, com produtividade elevada”, explicou.
De acordo com os primeiros relatos de campo, as médias iniciais giram em torno de 60 sacas por hectare. No entanto, Cinpak pondera que ainda é cedo para qualquer avaliação mais precisa. “É um percentual muito pequeno da área colhida. As máquinas começaram há poucos dias, então ainda é precipitado cravar números”, ressaltou.
A expectativa do sindicato é de uma safra considerada boa, embora não deva atingir recordes históricos. Para o início de 2026, as previsões indicam maior volume de chuvas, o que sempre gera preocupação durante o período de colheita, especialmente pela necessidade de avançar simultaneamente com o plantio da segunda safra.
Mesmo assim, o dirigente avalia que os produtores estão preparados. “A capacidade de colheita, armazenagem e as condições das estradas vicinais estão boas. Se não houver longos períodos de chuva contínua, o andamento dos trabalhos não deve ser comprometido”, afirmou.
No campo econômico, o dólar em torno de R$ 5,50 é visto como um fator que favorece as exportações, especialmente de commodities como soja, milho e algodão. Contudo, Cinpak alerta que os altos custos de produção dos últimos anos têm pressionado as margens dos produtores. “A precificação em dólar não está tão atrativa como em anos anteriores, e os custos seguem elevados, o que deixa a margem bastante apertada”, pontuou.
Apesar dos desafios, a mensagem do setor é de otimismo. “A agricultura é feita de desafios constantes, seja clima, pragas ou mercado. O produtor rural sempre supera essas dificuldades. Agora é manter a calma no início da colheita, trabalhar com segurança e seguir com esperança de que a próxima safra será ainda melhor”, concluiu.
Além dos impactos no campo, o início da colheita movimenta toda a cadeia do agronegócio na região, impulsionando setores como transporte, combustíveis, serviços e comércio em geral. “O agronegócio é o grande motor da economia. Uma safra boa faz o dinheiro circular e beneficia toda a sociedade”, finalizou Cinpak.
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Fonte: cenariomt






