Um policial militar detido desde março em Cuiabá, Mato Grosso, confessou recentemente ter recebido R$ 150 mil para planejar a morte de Renato Nery. A princĂpio, o valor acordado seria de R$ 200 mil, conforme relatado por ele. O caso envolve uma rede de policiais e empresários em Mato Grosso, com o assassinato sendo ligado a uma disputa por terras em Novo SĂŁo Joaquim, avaliadas em mais de R$ 30 milhões.
De acordo com a investigação, o PM indicou dois empresários de Primavera do Leste como mandantes do crime. O casal foi preso em Mato Grosso no dia 9 de maio, no condomĂnio Cidade Jardim, em Primavera do Leste. O policial detalhou que, embora o valor combinado fosse maior, o pagamento nĂŁo foi totalmente efetuado, o que levou Ă extorsĂŁo dos empresários para garantir o silĂŞncio dos envolvidos.
A quantia de R$ 150 milfoi dividida apenas entre o policial e o caseiro, preso por ser o executor do crime. O PM também revelou a participação de outros membros da segurança pública, incluindo um policial que foi responsável por conseguir a arma do crime. Ambos foram detidos em abril.
AlĂ©m disso, outros policiais sĂŁo investigados por ocultação da arma utilizada no assassinato. Eles teriam plantado a arma em um confronto forjado, em julho de 2024, em Cuiabá, que resultou na morte de um homem e ferimentos em outros dois. A trama criminosa envolveu ainda outro indivĂduo, preso por ajudar na logĂstica do crime, buscando a motocicleta usada pelo executor.
A morte do advogado ocorreu em 5 de julho de 2024, quando ele foi atingido por disparos em frente ao seu escritĂłrio, em Cuiabá. ApĂłs ser socorrido e submetido a uma cirurgia, a vĂtima nĂŁo resistiu e morreu horas depois. A PolĂcia Civilde Mato Grosso, por meio da DHPP, conduziu uma investigação detalhada, com diligĂŞncias e perĂcias, para esclarecer o assassinato, que foi motivado por uma disputa fundiária.
Fonte: cenariomt




