Food

Pesquisadoras da UFMT inovam ao desenvolver queijo recheado com cajá-manga e leite A2A2

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

Do leite ao queijo recheado com doce de cajá-manga. Pesquisadoras da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Araguaia, mostraram em vídeo todas as etapas da produção de alimentos desenvolvidos com leite A2A2 e frutos típicos do Cerrado.

A pesquisa resultou em uma linha de produtos formada por queijo minas frescal trufado, iogurte e bebida láctea. Todos passaram por testes de qualidade e também foram bem avaliados por consumidores, indicando potencial para chegar ao mercado.

O trabalho é desenvolvido pelas professoras Karina Chaves, Neila Barbosa e Keilly. A proposta é unir inovação, valorização da biodiversidade e fortalecimento da produção regional.

Do laboratório para a mesa

Nas imagens, as pesquisadoras apresentam o passo a passo da fabricação do queijo minas frescal trufado com doce de cajá-manga, um dos produtos criados durante o projeto.

A produção começa com leite A2A2 pasteurizado. Em seguida, são adicionados o coagulante e o cloreto de cálcio, ingrediente responsável por dar maior firmeza à massa.

Pesquisadoras da UFMT mostram o processo de produção de queijo minas frescal com leite A2A2 e doce de cajá-manga. – Vídeo: UFMT

Depois de cerca de 40 minutos, a equipe verifica o ponto de coagulação e inicia o corte da massa. O queijo passa pelas etapas de mexedura, retirada do soro, moldagem e, por fim, recebe o recheio de doce de cajá-manga.

Além do queijo, a pesquisa também desenvolveu iogurte e bebida láctea utilizando frutos típicos do Cerrado, como mangaba e seriguela.

O que é o leite A2A2?

Um dos diferenciais do projeto é o uso do leite A2A2, que possui uma composição proteica diferente da encontrada no leite convencional.

Segundo a professora Karina Chaves, esse tipo de leite não libera um fragmento da proteína associado a reações inflamatórias e alergias relacionadas à proteína do leite em parte dos consumidores.

.pp-a2a2-claro { width: 100%; max-width: 820px; margin: 32px auto; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; box-sizing: border-box; } .pp-a2a2-claro * { box-sizing: border-box; } .pp-a2a2-box { border-radius: 26px; padding: 26px; background: linear-gradient(135deg, #fffaf3 0%, #ffffff 60%, #f4f8ff 100%); border: 1px solid rgba(118, 82, 43, 0.18); box-shadow: 0 16px 38px rgba(46, 32, 20, 0.12); } .pp-a2a2-selo { display: inline-block; margin-bottom: 14px; padding: 8px 14px; border-radius: 999px; background: #6f451f; color: #ffffff; font-size: 0.78rem; font-weight: 800; text-transform: uppercase; letter-spacing: 0.05em; } .pp-a2a2-titulo { margin: 0 0 12px; color: #21170f; font-size: clamp(1.6rem, 6vw, 2.3rem); line-height: 1.1; font-weight: 900; letter-spacing: -0.03em; } .pp-a2a2-texto { margin: 0 0 18px; color: #46372d; font-size: 1.03rem; line-height: 1.65; } .pp-a2a2-destaque { margin: 22px 0; padding: 20px; border-radius: 20px; background: #ffffff; border: 1px solid rgba(111, 69, 31, 0.16); } .pp-a2a2-destaque h3 { margin: 0 0 10px; color: #6f451f; font-size: 1.15rem; line-height: 1.25; } .pp-a2a2-destaque p { margin: 0; color: #46372d; font-size: 1rem; line-height: 1.6; } .pp-a2a2-lista { display: grid; grid-template-columns: 1fr; gap: 12px; margin-top: 18px; } .pp-a2a2-item { padding: 16px; border-radius: 18px; background: rgba(255, 255, 255, 0.86); border: 1px solid rgba(111, 69, 31, 0.13); } .pp-a2a2-item strong { display: block; margin-bottom: 5px; color: #21170f; font-size: 1rem; } .pp-a2a2-item span { display: block; color: #55463b; font-size: 0.96rem; line-height: 1.52; } .pp-a2a2-alerta { margin-top: 20px; padding: 17px; border-radius: 18px; background: #2b2119; color: #fff7eb; font-size: 0.98rem; line-height: 1.55; } .pp-a2a2-alerta strong { color: #ffd08a; } @media (min-width: 680px) { .pp-a2a2-box { padding: 32px; } .pp-a2a2-lista { grid-template-columns: repeat(2, 1fr); } }
Entenda

O que é o leite A2A2?

O leite A2A2 é um tipo de leite que tem uma proteína diferente da encontrada em parte dos leites convencionais.

A diferença está na proteína

No leite A2A2, a proteína predominante é a beta-caseína A2. Já o leite comum pode ter a beta-caseína A1, que pode causar desconfortos em algumas pessoas durante a digestão.

Leite A2A2 Tem proteína A2 e pode ser mais leve para parte dos consumidores.
Não é zero lactose A lactose continua presente. A diferença não está no açúcar do leite, mas na proteína.
Em resumo: o leite A2A2 não é indicado por ser sem lactose, mas por ter uma composição proteica diferente.

Ela faz um alerta, porém: o leite A2A2 não é zero lactose. A diferença está apenas na estrutura da proteína.

Outro detalhe destacado pela pesquisadora é que o queijo é produzido com leite pasteurizado. Isso porque o leite esterilizado, comercializado em embalagens longa vida, não permite a formação adequada da coalhada.

Potencial de mercado

Os produtos foram submetidos a análises de qualidade e testes de aceitação com consumidores.

Os resultados mostraram boa aprovação do público, indicando potencial para produção em maior escala e futura comercialização.

Para as pesquisadoras, o trabalho também pode incentivar o aproveitamento de frutos ainda pouco explorados comercialmente, agregando valor à biodiversidade do Cerrado.

Ciência aplicada

Além de desenvolver novos alimentos, a pesquisa demonstra como o conhecimento produzido dentro da universidade pode gerar soluções para a sociedade.

Ao combinar leite A2A2 com frutos regionais, o projeto abre espaço para novos produtos, fortalece cadeias produtivas locais e contribui para valorizar a biodiversidade mato-grossense.

Fonte: primeirapagina

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.