Com a intensificação das chuvas em Mato Grosso, autoridades de saúde reforçam o alerta à população sobre o aumento da presença do caramujo africano em áreas urbanas e rurais do estado. O molusco invasor encontra nas condições de umidade e calor um ambiente favorável para se proliferar, elevando os riscos à saúde pública neste período.
O caramujo africano é conhecido por poder hospedar parasitas capazes de causar doenças em seres humanos, como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal. O contato direto com o animal ou com a secreção que ele deixa em muros, quintais, hortas e calçadas pode representar perigo, especialmente se houver contaminação.
Em Mato Grosso, o aparecimento do caramujo costuma ser mais frequente durante a estação chuvosa, principalmente em locais com acúmulo de lixo, entulho, restos de construção e matéria orgânica. Terrenos baldios, áreas próximas a córregos e quintais sem manutenção estão entre os pontos mais vulneráveis.
Além dos riscos à saúde humana, o caramujo africano também provoca impactos ambientais e prejuízos à agricultura, ao se alimentar de diversas espécies vegetais e competir com animais nativos. Por isso, o controle da espécie é considerado uma medida de interesse coletivo.
As autoridades orientam que, ao identificar o caramujo africano ou seus ovos, a população evite qualquer contato direto. A remoção deve ser feita com luvas, sacos plásticos resistentes ou auxílio de uma pá. O procedimento indicado é colocar os animais em um recipiente e cobri-los completamente com água sanitária pura por pelo menos 30 minutos.
Após esse período, o descarte correto é o enterrio em local adequado, longe de cursos d’água. Não é recomendado esmagar o caramujo, pois isso pode espalhar secreções e aumentar o risco de contaminação.
Órgãos de vigilância em saúde de municípios mato-grossenses destacam que a participação da população é fundamental para conter a proliferação do molusco. Manter quintais limpos, eliminar focos de lixo e evitar o acúmulo de materiais que retenham umidade são medidas simples que ajudam a reduzir a presença do animal.
Caso haja dúvidas ou necessidade de orientação, a recomendação é procurar a Vigilância Epidemiológica ou a Secretaria Municipal de Saúde da cidade. As equipes podem orientar sobre o manejo correto e registrar ocorrências para ações de controle.
O alerta reforça a importância da prevenção durante o período chuvoso em Mato Grosso, quando o aumento de casos está diretamente ligado às condições climáticas. A atenção da população pode evitar problemas de saúde e reduzir os impactos ambientais causados pelo caramujo africano.
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Fonte: cenariomt






