A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Passagem Oculta para cumprir 12 ordens judiciais contra investigados por participação em um roubo a uma cooperativa de crédito em Cuiabá. A ação mira integrantes de um grupo criminoso com atuação estruturada na Capital.
Conforme apurado, as ordens judiciais incluem quatro mandados de prisão preventiva, quatro de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular, além de quatro quebras de sigilo de dados. As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cuiabá e são cumpridas em Cuiabá e Várzea Grande.
De acordo com a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), as investigações identificaram quatro suspeitos como integrantes da organização criminosa responsável pelo roubo circunstanciado contra a agência localizada na Avenida das Torres, em Mato Grosso. Cada investigado teria função definida, como execução, logística, transporte e vigilância.
O crime ocorreu no final de junho de 2025, quando o grupo invadiu um imóvel residencial no bairro Recanto dos Pássaros, que fazia divisa com a agência. Três moradores foram mantidos em cárcere privado por aproximadamente quatro horas, sob ameaça de arma de fogo, enquanto os criminosos tentavam abrir uma passagem na parede para acessar a cooperativa.
Segundo o boletim da ocorrência, a ação criminosa foi parcialmente frustrada após intervenção da Polícia Militar. Um dos envolvidos morreu em confronto armado no local, enquanto outro foi preso em flagrante, posteriormente denunciado e condenado em processo autônomo.
Com o avanço das diligências, o delegado Igor Sasaki representou pelas medidas cautelares, que foram deferidas pela Justiça com base nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal. As prisões preventivas têm como fundamento a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e a aplicação da lei penal.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, no âmbito da Operação Pharus, vinculada ao programa Tolerância Zero. As ações também fazem parte da Operação Nacional da Renorcrim, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que articula unidades especializadas no enfrentamento às organizações criminosas em todo o país.
As investigações seguem em andamento para identificação de outros possíveis envolvidos e aprofundamento da atuação da organização criminosa.
Fonte: cenariomt





