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Greve na Samsung: Sindicato da Coreia do Sul para por tempo indeterminado

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Um sindicato que representa dezenas de milhares de funcionários da na anunciou nesta quarta-feira, 10, uma “ geral por tempo indeterminado” para obrigar a direção do do setor de tecnologia a negociar aumentos salariais.

A greve, a maior da história da Samsung, ocorre depois de a empresa prever um aumento significativo no lucro operacional do segundo trimestre. A Samsung Electronics, maior fabricante mundial de chips de memória, desempenha papel crucial na produção global de chips avançados para inteligência artificial (IA).

Mais de 5 mil membros do sindicato começaram uma paralisação de três dias na segunda-feira 8, buscando aumentos salariais e outros benefícios. “Declaramos uma segunda greve geral, por tempo indeterminado, a partir de quarta-feira 10, depois de compreender que a gerência não tem disposição para conversar depois da primeira greve”, afirmou o sindicato, em um comunicado.

Com mais de 30 mil membros, representando mais de 20% da força de trabalho, o sindicato realizou sua primeira greve de 24 horas em junho. A Samsung disse à agência de notícias AFP que a greve não afetará a produção. Avril Wu, analista da TrendForce, afirmou que a greve provavelmente não terá impacto devido à automação das fábricas de semicondutores.

Posicionamento da Samsung e do sindicaro

Fábrica de chips da Samsung na Coreia do Sul
Fábrica De Chips Eletrônicos Da Samsung | Foto: Divulgação/Samsung

“A Samsung Electronics garantirá que não aconteçam interrupções nas linhas de produção”, declarou um porta-voz da empresa. “A empresa continua comprometida em manter negociações de boa-fé com o sindicato”, acrescentou. O sindicato, contudo, afirma que a produção será interrompida e que a direção lamentará.

“No final, eles se ajoelharão e comparecerão à mesa de negociações”, afirmou o sindicato, pedindo mais adesões. “Acreditamos na vitória”. Desde janeiro, a empresa negocia com o sindicato salários e benefícios. As reivindicações incluem aumento salarial de 5,6%, bônus baseados no rendimento, compensações pelas perdas da greve e um dia de folga no aniversário do sindicato.

A Samsung conseguiu evitar a sindicalização por quase 50 anos, às vezes com métodos rígidos, tornando-se a maior fabricante de smartphones e semicondutores do mundo. O fundador, Lee Byung-chul, falecido em 1987, se opunha aos sindicatos. Em 2019, o neto e atual presidente Lee Jae-yong declarou o fim do princípio de não sindicalização.

A Samsung Electronics é a principal filial do Samsung Group, maior conglomerado da quarta maior economia asiática.

Fonte: revistaoeste

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