Os preços do algodão em pluma voltaram a ganhar fôlego no mercado doméstico, impulsionados por uma presença compradora mais ativa nos últimos dias. O movimento, apontado por levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ocorre em meio a um cenário curioso: mesmo com a queda das cotações internacionais e a desvalorização do dólar frente ao real, os negócios no mercado físico passaram a ser fechados acima da paridade de exportação, situação que não se observava havia cerca de três meses.
Do lado da oferta, vendedores mantiveram postura cautelosa e firme nas pedidas, evitando ceder preços diante de um ambiente ainda incerto. Essa resistência contribuiu para limitar o ritmo das negociações, criando uma verdadeira “queda de braço” entre quem quer comprar e quem prefere esperar por condições mais favoráveis.
No campo, os produtores dividem a atenção entre diferentes frentes. Enquanto a colheita da soja avança em várias regiões, a semeadura do algodão — especialmente da segunda safra — segue no radar, influenciando decisões comerciais e estratégias de venda.
Apesar da reação nos preços, o Cepea destaca que a liquidez ainda permanece restrita, reflexo direto desse embate entre oferta e demanda. Um mercado em compasso de espera, mas que começa a dar sinais claros de mudança no curto prazo.
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Fonte: cenariomt






