A licitação aberta pelo governo de Mato Grosso para a construção dos terminais do BRT foi considerada deserta após nenhuma empresa apresentar proposta. O certame ocorreu nesta quarta-feira, 21, e tinha como objetivo viabilizar estruturas essenciais para a operação do sistema de transporte.
Com a ausência de interessados, o processo foi encerrado sem contratação imediata, interrompendo o cronograma previsto para a implantação dos terminais em Várzea Grande, na região do CPA e no Porto, além do Centro de Controle Operacional do BRT.
De acordo com informações da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), a licitação previa a contratação integrada de uma única empresa responsável tanto pela elaboração dos projetos quanto pela execução das obras. O valor de referência do certame era de R$ 111,5 milhões.
Entre as estruturas planejadas está o Terminal de Várzea Grande, que deverá ser construído em uma área próxima ao Aeroporto Marechal Rondon, dando continuidade à Avenida João Ponce de Arruda. O projeto prevê uma área construída de 9.700,3 m², com espaços destinados ao embarque de passageiros e à recarga dos veículos elétricos que irão operar no sistema.
Já o Terminal do CPA está projetado para uma área localizada em frente ao Comando Geral da Polícia Militar, na Avenida Rubens de Mendonça. A posição estratégica busca facilitar o acesso dos usuários e a integração com linhas alimentadoras que atenderão os corredores do BRT.
O Terminal do Porto, por sua vez, deverá ser instalado na Avenida XV de Novembro, nas proximidades do supermercado Atacadão. Nesse mesmo local está prevista a implantação do Centro de Controle Operacional (CCO), estrutura que concentrará o comando e o monitoramento de toda a operação do Sistema de Transporte.
Estruturas são consideradas essenciais para o sistema
Os terminais do BRT são apontados pela Sinfra-MT como peças centrais para o funcionamento do sistema, por estarem posicionados em áreas projetadas para receber grande fluxo de passageiros. A proposta é permitir a integração eficiente com outras linhas de ônibus, que alimentarão os corredores exclusivos do transporte rápido.
Sem esses pontos de apoio, a operação plena do BRT fica comprometida, uma vez que os terminais concentram não apenas o embarque e desembarque, mas também serviços de apoio e controle operacional. A ausência de propostas levanta questionamentos sobre os custos, o modelo de contratação e o interesse do mercado na execução do projeto.
A Secretaria de Infraestrutura informou que irá analisar alternativas para dar continuidade ao processo. Entre as possibilidades estão ajustes no edital, revisão do modelo de contratação ou a abertura de um novo certame, medidas que ainda serão avaliadas internamente.
Enquanto isso, o avanço das obras dos terminais segue indefinido. A expectativa é de que a Sinfra-MT apresente, nos próximos encaminhamentos administrativos, uma solução para viabilizar a construção das estruturas e evitar novos atrasos no cronograma do BRT, conforme informou o órgão estadual.
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Fonte: cenariomt






