Neste domingo, 31 de maio, o mundo celebra o Dia Mundial sem Tabaco, uma data que em Mato Grosso ganha o reforço de um pacote de leis estaduais focadas em conter uma nova epidemia: o uso de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).
Com o avanço rápido de vapes e pods entre o público jovem, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) atualizou suas normas sanitárias para equiparar o cigarro eletrônico ao convencional, banindo o uso de ambos em locais fechados.
O cerco jurídico começou a ser desenhado com a Lei nº 9.256/2009, que proibiu o consumo de cigarros, charutos e cachimbos em espaços coletivos públicos e privados fechados.
Para cobrir a brecha tecnológica utilizada pela indústria do fumo, entrou em vigor a Lei nº 12.302/2023, que incluiu explicitamente os cigarros eletrônicos nas mesmas restrições, blindando a população da exposição involuntária ao vapor tóxico.
O raio-X do cigarro tradicional no organismo
Profissionais da saúde alertam que a fumaça do cigarro convencional carrega milhares de substâncias destrutivas e compostos cancerígenos. O tabagismo crônico atua como gatilho direto para o colapso dos sistemas cardiovascular e respiratório, liderando as causas de mortes evitáveis no mundo.
Entre as patologias mais agressivas associadas ao hábito estão:
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Aparelho Respiratório: Câncer de pulmão, bronquite crônica e enfisema pulmonar;
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Sistema Cardiovascular: Infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e hipertensão arterial grave.
Os médicos lembram que o fumo passivo não é inofensivo. O fumo de segunda mão coloca grupos vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes, na linha de frente de doenças pulmonares, mesmo sem nunca terem acendido um cigarro.
A ilusão do vape: Metais pesados e a síndrome da lesão pulmonar
O maior desafio das campanhas de conscientização atuais é desmistificar a imagem “limpa” dos cigarros eletrônicos. Comercializados com aromas atrativos e falsamente promovidos como alternativa inofensiva, os dispositivos escondem uma alta carga de nicotina sintética e aditivos químicos perigosos.
O uso contínuo de vapes introduz metais pesados no tecido pulmonar e pode desencadear sintomas agudos e crônicos, tais como:
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Tosse persistente e falta de ar limitante;
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Irritação crônica das vias aéreas e agravamento severo de quadros de asma e bronquite;
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Lesões pulmonares agudas induzidas diretamente pelo vapor do cigarro eletrônico (Evali).
Outro fator que acende o sinal de alerta máximo nos consultórios é o uso dual. Muitos fumantes passam a intercalar o cigarro de papel com o eletrônico ao longo do dia, uma combinação bombástica que multiplica a absorção de nicotina e acelera os danos vasculares.
Benefícios imediatos da interrupção
Especialistas em tabagismo são categóricos: não existe dose ou formato seguro para o consumo de tabaco. A decisão de romper com o vício gera respostas positivas quase imediatas no corpo humano, restabelecendo a capacidade pulmonar, reduzindo a pressão arterial e diminuindo drasticamente as chances de eventos cardíacos em poucos meses.
Por se tratar de uma dependência química e psicológica complexa, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito em Mato Grosso. O protocolo inclui avaliação clínica, apoio psicológico em grupos de tabagismo e, quando necessário, reposição de nicotina por adesivos ou medicamentos auxiliares para mitigar as crises de abstinência e evitar recaídas.
Fonte: cenariomt




